
Os Estados Unidos apreenderam nesta sexta-feira (9) mais um petroleiro suspeito de transportar petróleo venezuelano sob sanções internacionais, reforçando o bloqueio naval imposto contra as exportações do país. Esta é a quinta embarcação interceptada nas últimas semanas, segundo autoridades americanas.
O navio Olina foi classificado pelo governo dos EUA como parte da chamada “frota fantasma”, utilizada para tentar driblar sanções econômicas. De acordo com a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a embarcação deixou a Venezuela tentando escapar da vigilância americana e acabou abordada a leste do Mar do Caribe.
Em publicação nas redes sociais, Noem afirmou que a Guarda Costeira dos Estados Unidos seguirá apreendendo petroleiros sujeitos a sanções, com o objetivo de fazer cumprir leis americanas e internacionais. Segundo ela, a ação busca cortar fontes de financiamento de atividades ilícitas, incluindo o narcoterrorismo.
A nova apreensão ocorre poucos dias após forças americanas assumirem o controle de dois outros petroleiros ligados à Venezuela, o M/T Sophia e o Marinera, anteriormente chamado Bella 1, interceptados na quarta-feira (7).
O cerco às exportações venezuelanas se intensificou desde a captura de Nicolás Maduro, no sábado (3), pelas forças dos Estados Unidos. Desde então, o governo do presidente Donald Trump tem aumentado a pressão sobre o setor de energia do país sul-americano, principal fonte de receita da Venezuela.
Na terça-feira (6), Trump afirmou que a Venezuela começaria a enviar petróleo aos Estados Unidos, o que representaria uma concessão relevante por parte dos novos líderes venezuelanos. O governo de Caracas, até o momento, não comentou a declaração.
Segundo Trump, entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo — volume equivalente a cerca de dois meses de produção — poderiam ser transferidos. Caso a operação se confirme, o valor estimado da carga varia entre US$ 1,8 bilhão e US$ 3 bilhões, com base nos preços atuais do mercado. Não há confirmação se a Venezuela receberia compensação financeira direta.
O presidente americano afirmou que pretende controlar os lucros da exploração, alegando que os recursos seriam usados em benefício dos povos venezuelano e norte-americano. Enquanto isso, o bloqueio parcial imposto pelos EUA continua a restringir as exportações de energia da Venezuela, ampliando o impacto econômico sobre o país.

