03 de março de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
Recursos

Estado e BB assinam contrato do FCO e 2013 fecha em R$ 2 bi em financiamento

19 dezembro 2013 - 17h50
Rachid Waqued/Segov

O Governo do Estado e o Banco do Brasil assinaram nesta quinta-feira (19) na Governadoria, o contrato do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) com a Rio Prado Bioenergia S/A, Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de MS (Cassems) e com a Companhia de Gás do Estado de MS.

Conforme explicou o governador André Puccinelli, o Fundo constitucional do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) são dois fundos que promovem o fomento no desenvolvimento no Centro-Oeste e o Mato Grosso do Sul se insere com um percentual de 23% dos recursos que o FCO disponibiliza. “No ano de 2013 um total de R$ 1,3 bilhão foi utilizado para fomentar indústrias e atividades a juros de 3,5% ao ano. Se a empresa que pega o dinheiro é adimplente nos meses de pagamento, ela tem o rebate de 15%”, explicou.

Os recursos, como informou André, são vinculados ao Banco do Brasil que é a instituição responsável pelo repasse em que governo do Estado tem mantido um bom relacionamento. “Nós mantemos um bom contato para que eles analisem mais rapidamente possível os projetos e aqueles que têm viabilidade econômico-financeira possam ser financiados a juros subsidiados para implementar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, disse.

 Um dos empreendimentos financiados é a construção do hospital da Cassems, em Campo Grande, que na opinião do governador trará maior benefício aos servidores públicos, porque além da rede particular e das redes conveniadas nos diversos programas, e o SUS, o servidor terá o seu próprio hospital. “Hospital que o Estado ajudou a fazer quando estiver edificado através dos pedidos ao Banco do Brasil para financiar a Cassems”, salientou.

A secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, lembrou que a cota de Mato Grosso do Sul era de R$ 1,1 bilhão e através da parceria e esforço, mais recursos vieram para o Estado. “Além dos três empreendimentos financiados pelo FCO, outras duas empresas – do setor de florestas - também vão contar com recursos. “São grandes produtores de madeira que vão produzir a matéria para entregar às empresas de celulose e papel do Estado”, disse a secretária. Uma empresa será instalada no município de Ribas do Rio Pardo e a outra na região de Água Clara.

De acordo com o superintendente estadual do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes, foi aplicado em Mato Grosso do Sul, até o momento, o valor de R$ 1,3 bilhão. Além destes, foram equalizados recursos através do empenho do governo do Estado e bancada federal que junto ao Ministério da Fazenda e da Integração, conseguiram trazer mais R$ 1,5 bilhão para o Centro-Oeste. “Deste total, Mato Grosso do Sul conseguiu utilizar mais R$ 400 milhões para o crédito rural. Devemos chegar a R$ 2 bilhões até o final do ano, entre recursos aplicados esse ano para o crédito rural e empresarial”, informou. Os empreendimentos financiados geraram um total de 90 mil empregos.

Para o ano que vem a expectativa também é boa. “Esse ano tivemos um orçamento em torno de R$ 1,3 bilhão e imagino que para 2014 este número deve se comportar na faixa de R$ 1,5 bilhão para Mato Grosso do Sul”, adiantou Marco Túlio Moraes.

Os recursos vindos para o Estado refletem, de acordo com superintendente do Banco do Brasil, o esforço do governo estadual. “Nessa parceria com o governo, empresários, entidades e fomentando o Estado já são R$ 6,5 bilhões aplicados no ano de 2013 pelo Banco do Brasil e não seria possível chegar a esse montante sem a competência do governo e em especial da secretária de produção [Tereza Cristina], no que se refere ao trabalho de fomento no Estado”, frisou.

Empreendimentos

Através de operação de investimento com recursos do FCO no valor de R$ 46.162.048,00 será implantado um gasoduto com 42 km, para levar o gás natural do ramal existente em Três Lagoas até a Eldorado Celulose. De acordo com o diretor-presidente da MSGÁS, Lúcio Murilo Barros, a expectativa é iniciar a obra em fevereiro e com término em dezembro de 2014. “O gás natural é energia limpa e para a produção de celulose possibilita a exportação para todos os países. Nós só conseguimos isso com o empenho do governo do Estado que fez com que adiantasse esse processo e fizesse a liberação dos recursos ainda no ano de 2013”, salientou. Cerca de 200 empregados vão trabalhar durante a implantação do ramal.

Outro investimento é o da empresa Rio Pardo Bioenergia com investimentos em pesquisas e produção no segmento de óleo vegetal e farelo de soja com alto teor proteico. O empreendimento, com valor total de R$ 14.068.000,00 terá recursos do FCO na ordem de R$ 7.000.000,00 será instalada no município de Sidrolândia. Conforme o presidente da empresa, Osvaldo de Aguiar, era o que faltava para dar mais um passo na instalação do empreendimento. “O FCO é um recurso a um custo baixo e isso anima os empreendedores e com investimento alongo prazo. Tivemos todo o apoio do governo do Estado e incentivos, então só temos que agradecer essa parceria já que realmente tudo que combinamos foi cumprido”, destacou.

Em estágio operacional, a unidade industrial conta com 30 funcionários e tem perspectiva de gerar 150 empregos na segunda fase de instalação. A previsão é de processar na primeira fase cerca de 300 toneladas de soja por dia.

Hospital da Cassems

Através de financiamento com recursos do FCO, no valor de R$ 39 milhões será implantado o hospital da Cassems em Campo Grande. A unidade terá área total construída de 11.420 m2 com funcionamento 24 horas por dia. De acordo com presidente da Cassems, Ricardo Ayache, o hospital vai contar com sete andares e terá 107 leitos.  Em sua estrutura estão previstos atendimento de pronto socorro, internações clínicas, dez salas de cirurgias, atividades ambulatoriais além da realização de exames. “Esse financiamento que teve todo o apoio do governo do Estado foi essencial para a concretização do hospital de Campo Grande que é muito importante para a assistência à saúde de 180 mil vidas que são beneficiários da Cassems”, salientou informando ainda que a obra vai iniciar no mês de janeiro de 2014 com previsão de término em dois anos. A unidade será construída na Avenida Mato Grosso.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Botarelli, a construção do hospital é uma conquista do servidor público e das entidades. “Para o servidor representa uma melhor qualidade de atendimento, que quando for necessário ele terá a sua própria casa para cuidar da saúde. Temos vários hospitais do interior que têm dado bons resultados. Vai virar referência na saúde no nosso Estado”, avaliou.  

Já para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, Clodeir Fernandes Vargas, a obra beneficia a sociedade como um todo e veio numa excelente hora. “Foi um movimento engajado tanto pelo governo como pelo Fórum dos Servidores dos Trabalhadores do Judiciário. É a vontade de todos na busca pela conquista e necessidade maior que é dos usuários”, comemorou.

Na opinião do vice-presidente da Associação de cabos e soldados da PM e integrante do Fórum dos Servidores Públicos, Claudio de Souza, o hospital vem melhorar a qualidade de atendimento ao servidor ao Estado. “A parceria com o governo foi importante para construir um grande envolvimento da sociedade privada quanto das instituições públicas. É um sonho antigo do servidor ter o seu próprio hospital”, disse.

Banner Whatsapp Desktop
Banner TCE