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MITOS E VERDADES

Especialista esclarece mitos e verdades sobre o tratamento para leishmaniose visceral canina

Para esclarecer as questões mais recorrentes, a veterinária Fabiana Zerbini comenta mitos e verdades sobre o assunto

19 maio 2017 - 15h25Da Redação

Classificada entre as seis endemias prioritárias no mundo segundo o Ministério da Saúde, acometendo principalmente cães - considerado principal reservatório da doença -, gatos, mamíferos silvestres e humanos, a Leishmaniose é desconhecida por muitas pessoas. Os números da doença – segundo o Ministério da Saúde – revelam o impacto dela no Brasil: 90% dos casos da Leishmaniose Visceral Canina na América Latina acontecem no país e, entre o ano de 2009 e 2013, 18 mil casos foram confirmados em humanos. Em 2015, último levantamento do Ministério da Saúde, 3.000 pessoas foram acometidas pela doença e 271 mortes foram registradas.

A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre pela picada de flebótomo do gênero Lutzomyia spp, conhecido como “mosquito-palha”. Apenas as fêmeas são capazes de transmitir a doença. É uma doença que leva ao óbito em até 90% dos casos não tratados e, até então, cães acometidos pela doença eram submetidos à eutanásia, pois são hospedeiros do vetor.

Acontece que os Ministérios da Agricultura e da Saúde aprovaram a comercialização no Brasil, neste ano, de um medicamento para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina: o MilteforanTM, desenvolvido pela Virbac - maior companhia farmacêutica independente dedicada exclusivamente à saúde animal -, que já está disponível no mercado.

Para explicar o assunto, a veterinária e gerente técnica da Virbac, Fabiana Zerbini, esclarece alguns mitos e verdades. Confira:

A medicação Milteforan foi aprovada para tratamento da doença nos cães?

Verdade. Milteforan é o único medicamento para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina (LVC), ou seja, de uso exclusivo para cães, e registrado para este fim no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Vale ressaltar que a Portaria Interministerial Nº 1.426, proíbe o tratamento da LVC com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA, o que não é o caso de Milteforan.

Com o uso do Milteforan o cão estará curado da doença?

Mito. Com o uso do Milteforan, o cão poderá obter a cura clínica e epidemiológica. Porém, apesar de reduzir significativamente a quantidade de parasitas e o cão deixar de ser transmissor da doença, a Leishmania permanecerá em seu organismo. Por esse motivo é muito importante o acompanhamento e monitoramento para toda a vida do animal, que deve ser realizada por um médico veterinário com exames clínicos e laboratoriais; além da repetição do tratamento, a fim de manter os níveis baixos da quantidade de parasitas.

O tratamento foi aprovado, mas ainda existem veterinários e profissionais que indicam a eutanásia?

Verdade. A doença existe no Brasil há muitos anos e o recomendado, até então, levando em consideração que não existia nenhum medicamento aprovado para o tratamento da LVC no Brasil, era a eutanásia. Como o tratamento foi aprovado há pouco tempo, muitos profissionais ainda não tem conhecimento desta informação e indicam a opção que estão acostumados. Muitos também acabam por não indicar o Milteforan por não conhecerem o produto. A Virbac vem realizando uma série de ações interativas para que todos possam saber desse grande feito na medicina veterinária que é a aprovação e legalização do tratamento no Brasil.

Além disso, o tratamento com Milteforan não é uma medida de saúde pública para controle da doença. É um tratamento que deve ser realizado pelo tutor do cão, que se compromete com todos os custos envolvidos na doença, desde consultas no médico veterinário, exames diagnósticos, acompanhamento e o próprio tratamento em si. Por conta disso, a eutanásia continua sendo a principal medida de controle da saúde pública.

A única medida eficiente para controle da doença é o tratamento dos cães doentes?

Mito. O tratamento dos cães é apenas uma dentro de um conjunto de outras medidas necessárias para a prevenção. Além da existência de vacina para prevenção, a medida mais eficiente continua sendo o combate ao mosquito, impedindo-o de se multiplicar e de picar animais e humanos através da utilização de repelentes, assim com o controle ambiental dos locais onde eles se proliferam (frutas em decomposição, material orgânico, folhas que caem das árvores).

Posso pegar a doença através do contato físico com o cão que possui a doença?

Mito. A Leishmaniose Visceral Canina não é transmitida por mordida, arranhão, lambedura, urina ou fezes. A doença é transmitida através da picada do mosquito infectado.

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