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Escola abre unidade dentro de presídio em Campo Grande

A unidade comecerá a funcionar dentro do próprio presídio, localizado na Estrada da Gameleira, km 455

8 janeiro 2026 - 14h00Carlos Guilherme
Sala de aula será montada dentro do presídio semiaberto da Gameleira, em Campo Grande, para atender internos que desejam retomar os estudos.
Sala de aula será montada dentro do presídio semiaberto da Gameleira, em Campo Grande, para atender internos que desejam retomar os estudos. - (Foto: Reprodução)

Foi autorizado a criação de uma sala de aula dentro do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, presídio de regime semiaberto localizado na zona rural de Campo Grande. A nova unidade será uma extensão da Escola Estadual Polo Professora Regina Lúcia Anffe Nunes Betine, que tem sede na Capital.

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A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8) e assinada pelo secretário de Educação, Hélio Queiroz Daher. O documento determina que a escola comece a funcionar dentro do próprio presídio, localizado na Estrada da Gameleira, km 455.

Com isso, os internos passam a ter acesso à educação sem precisar sair da unidade. A Secretaria de Estado de Educação (SED) ficará responsável por montar turmas, definir professores e organizar os horários das aulas. O objetivo é oferecer ensino regular e reconhecido oficialmente, com a mesma validade das demais escolas estaduais.

Educação dentro do presídio - A Escola Estadual Regina Lúcia Anffe Nunes Betine será responsável por coordenar toda a parte pedagógica, administrativa e de registros escolares da nova extensão. A proposta é garantir que os detentos possam estudar com segurança e continuidade, sem precisar se deslocar até escolas fora do sistema prisional.

De acordo com a resolução, a medida está em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e segue o princípio de que o direito à educação deve ser garantido a todas as pessoas, inclusive as privadas de liberdade.

A iniciativa pretende ajudar os presos a retomarem os estudos interrompidos, especialmente nos ensinos fundamental e médio. A maior parte dos detentos chega ao sistema prisional sem ter concluído essas etapas.

Com aulas regulares e acompanhamento pedagógico, os alunos poderão concluir a educação básica e sair do sistema com o histórico escolar em dia. Isso abre caminho para cursos técnicos e até ensino superior, ampliando as chances de reintegração social e oportunidades de trabalho.

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