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15 de janeiro de 2026 - 16h55
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MOVIMENTO

Entre malas e máquinas, Campo Grande testa um aeroporto maior e mais conectado

As obras que começaram em junho do ano passado vai aumentar a capacidade de embarque em até 80% com a criação de três novos pontos de embarque

15 janeiro 2026 - 15h00Maria Edite Vendas e Jamille Gomes
Com voos internacionais e nacionais, o Aeroporto de Campo Grande possibilita a inserção de Mato Grosso do Sul no cenário turístico
Com voos internacionais e nacionais, o Aeroporto de Campo Grande possibilita a inserção de Mato Grosso do Sul no cenário turístico - (Foto: Jamille Gomes)

O barulho do vai e vem de malas e pessoas se mistura à trilha sonora das obras no Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde os viajantes dividem espaço com as máquinas nos quatro portões de embarque da Capital Morena. Apesar do incômodo momentâneo, as melhorias têm sido bem recebidas pelos passageiros.

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As obras que começaram em junho do ano passado vai aumentar a capacidade de embarque em até 80% com a criação de três novos pontos de embarque.

Antes mesmo da entrega os resultados já aparecem, no ano de 2025 os terminais de Campo Grande registraram mais de 1,5 milhão de passageiros, número semelhante ao de aeroportos como o de Uberlândia (MG). O aumento de turistas também foi percebido no interior, nos aeroportos de Corumbá e Ponta Porã os números ultrapassam 20 mil passageiros.

Para o empresário Douglas Salgado, 33, as reformas representam o primeiro passo de uma longa caminhada. "Antes era bem defasado então já melhorou bastante, principalmente a organização do embarque e desembarque, além disso agora tem uma sala VIP também, deu para ver que estão investindo", avalia. Na avaliação do empresário, à medida que a cidade cresce, a tendência é que a estrutura continue melhorando, destacando que o aeroporto já conta com uma das maiores pistas de pouso do Brasil, o que considera uma vantagem.

Ao comentar a experiência de desembarque internacional, Douglas ressaltou como a oferta de voos para fora do país ainda é uma questão a ser debatida. "Meus pais estão vindo da Austrália, e para chegar aqui nós tivemos que emitir duas passagens diferentes, uma de Sidney para Guarulhos e outra de Guarulhos para Campo Grande, devido a nossa localização e as conexões, acaba saindo muito mais caro os voos diretos", explica.

Foi a necessidade de conexão que motivou a escrevente, Ana Paula Jacyntho, a recorrer ao serviço de menor desacompanhado para seu filho. "Como é a primeira vez dele viajando sozinho e o voo tem uma conexão em Guarulhos e lá é muito grande eu optei por pagar a mais para o serviço de menor desacompanhado", diz.

Mesmo com opiniões diversas, a maioria dos entrevistados classificou o atendimento como receptivo e a movimentação do aeroporto como moderada neste período - (Foto: Arte A Crítica)

Ana conta que entende a importância das obras, mas não nega o impacto na experiência. “Eu nunca frequentei nenhum outro aeroporto, em Campo Grande é a primeira vez, e acabei não conseguindo ver os aviões decolando por causa das obras", salienta.

Entre as melhorias previstas para o Aeroporto Internacional de Campo Grande, haverá um amplo processo de modernização que prevê a ampliação do terminal de passageiros de 10 mil para 12 mil metros quadrados, além da construção de um novo pavimento.

Como já noticiado pelo A Crítica, as obras incluem a instalação de três pontes de embarque e a criação de uma nova área destinada ao parque de abastecimento de aeronaves, cuja mobilização ocorrerá após a fase 1B do projeto.

A expectativa dos passageiros é de que, após a conclusão das obras, a estrutura ofereça ainda mais conforto para quem passa pelo principal terminal aéreo do Estado - (Foto: Jamille Gomes)

O pátio será ampliado para comportar até 11 posições de estacionamento de aeronaves comerciais, enquanto a capacidade operacional do aeroporto aumentará para 2,6 milhões de passageiros por ano, um crescimento de 85%.

O terminal contará ainda com 20 posições de check-in, sala de embarque com sete portões e área total de 1.830 metros quadrados, além de infraestrutura adequada para receber voos internacionais.om isso, a capacidade do aeroporto passará para 2,6 milhões de passageiros por ano (85% maior que a atual).

Segundo a Aena, administradora do aeroporto, a expansão dos aeroportos de MS representa um marco importante para a mobilidade regional e nacional, promovendo integração, turismo e desenvolvimento econômico para o Estado e para toda a região Centro-Oeste do Brasil.

Outra passageira é a arquiteta Paloma Dantas Santana, 37, que veio de João Pessoa acompanhada da família para visitar parentes em Dourados e também seguir viagem para destinos turísticos como Bonito, Foz do Iguaçu e até o Paraguai.

Segundo ela, a viagem foi tranquila desde a saída até o desembarque. “O voo foi pontual, não tivemos nenhuma intercorrência. Foi tudo muito tranquilo, tanto no aeroporto de origem quanto na chegada aqui”, afirmou. Paloma destacou ainda que a experiência no aeroporto de João Pessoa foi organizada e que a chegada a Campo Grande ocorreu dentro do previsto, sem atrasos.

Já a enfermeira Nilce Costa, que veio do Acre para Campo Grande fez conexão em Brasília e avaliou positivamente todo o trajeto. “Foi uma viagem ótima, bem tranquila. Vim pela Latam, com conexão em Brasília, e não tive nenhum problema”, relatou. Para ela, apesar do percurso longo, com saída de Rio Branco à noite e chegada em Campo Grande pela manhã, o planejamento antecipado fez toda a diferença. “As passagens a gente sempre compra com antecedência, porque em período de férias os valores são altos. Se deixar para a última hora, não cabe no orçamento”, explicou.

Nilce Costa, que veio do Acre para Campo Grande fez conexão em Brasília e avaliou positivamente todo o trajeto - (Foto: Jamille Gomes)

Nilce, que já passou outras vezes pelo aeroporto da Capital desde 2022, percebeu mudanças na estrutura. “Está diferente da outra vez. Dá para ver que estão reformando, organizando melhor os fluxos. Eu senti que melhorou”, avaliou. Ela ressaltou que só será possível uma avaliação mais completa após a conclusão das obras, mas considera que as melhorias já são perceptíveis.

Apesar das reformas, alguns passageiros também apontaram desafios. Uma mãe que desembarcou com um bebê reclamou da distância entre a aeronave e o terminal. “O avião parou longe, tive que andar no sol com o neném dormindo no colo. Isso foi ruim, apesar de entender que a reforma faz barulho e transtorno”, disse. Ainda assim, ela elogiou a estrutura voltada para famílias, como os banheiros familiares. “Isso faz toda a diferença para quem viaja com criança pequena”, afirmou.

As obras deverão ser concluídas em junho de 2026.

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