
Um desabamento em uma mina de coltan na cidade de Rubaya, no leste da República Democrática do Congo, deixou ao menos 200 pessoas mortas. A área é controlada pelo grupo armado antigovernamental M23, que confirmou o número de vítimas nesta sexta-feira (30).
O primeiro deslizamento ocorreu na tarde de quarta-feira (28), quando uma encosta da área de mineração cedeu após uma chuva que atingiu a região. No dia seguinte, quinta-feira (29), um segundo desabamento, de menor proporção, voltou a atingir o local.
Segundo informações repassadas pelo grupo, alguns corpos já foram resgatados, mas ainda há pessoas desaparecidas. Garimpeiros relataram que parte das vítimas foi soterrada e que outras permanecem presas nos poços da mina.
Apesar da tragédia, os trabalhos de extração foram retomados na sexta-feira. A mina de Rubaya está sob controle do M23 desde abril de 2024 e ocupa posição estratégica no mercado global do coltan.
A cidade responde por cerca de 15% a 30% da distribuição mundial do minério, enquanto a República Democrática do Congo concentra aproximadamente 80% das reservas conhecidas no planeta. O coltan é utilizado na produção de equipamentos eletrônicos modernos, por meio da extração do tântalo.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o M23 implantou em Rubaya uma estrutura administrativa semelhante à de um Estado, com a criação de um órgão responsável pela exploração mineral, que emite licenças para garimpeiros e operadores econômicos.

