25 de novembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Crise Mundial

Crise econômica mundial reflete na produção industrial e prejudica setor da reciclagem

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O quilo do papelão caiu de R$ 0,25 para R$ 0,05. O quilo da latinha que antes era negociado a R$ 2,80, hoje, não vale mais do que R$ 1,40. Até o cobre, considerado um material nobre, que antes da crise era negociado a R$ 10,00 hoje ,não se paga mais do que R$ 4,00.  Para Cláudio Duailibi, proprietário da Ecolixo Materiais Reciclados, empresa está no mercado há cinco meses, a situação atual é reflexo da lei da oferta e da procura. Com a queda do movimento, por medida de economia, foi suspensa a coleta de materiais.  O número de catadores caiu drasticamente.  “Os coletores buscaram outras formas de vida já que deveriam trabalhar o dobro para ganhar”, argumenta Duailibi.
Mesmo empresas com anos de atuação no mercado passam por grandes problemas. Ricardo Ferreira, proprietário da Metap Comércio de Sucatas está no mercado há 18 anos e diz nunca ter visto nada parecido e compara a atual situação quando abriu o estabelecimento, em 1991, já que não tinha clientes fidelizados e “nome” no mercado. Ferreira relata que foi atingido principalmente no mês de novembro e dezembro, onde a paralisação foi total. Além disso, teve que dar férias coletivas para mais de sessenta funcionários, que representam 20% do quadro geral. Contudo, não demitiu ninguém desde o segundo semestre de 2008. Assim como em outras empresas de sucatas, ele não está efetuando coletas de materiais, apenas trabalha com os contratos já firmados mas ainda sim, conta que o número de inadimplentes e contratos cancelados é muito alto. A empresa não está aceitando alguns materiais como, por exemplo, o papelão que no início do ano passado a tonelada era vendida a R$ 530,00 e hoje, custa R$ 260,00. O lucro é ainda menor, sendo que devem ser pagos os tributos como 12% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e R$ 80,00 do frete, caindo em média para R$ 150,00 sem contar ainda no custo gerado com a prenssa e tantos outros processos. “Nem as siderúrgicas querem receber nem o ferro devido a não remuneração da coleta do material”, diz.

 

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