
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que recebeu um passaporte em nome de Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010, aos 25 anos. O órgão confirmou o recebimento do documento e comunicou oficialmente o Itamaraty, que deve definir agora quais procedimentos serão adotados para a destinação do passaporte.
De acordo com o consulado, o documento foi encontrado na última sexta-feira, 2, em Portugal. Ainda não há informação sobre como o passaporte de Eliza chegou ao país europeu, nem quem o entregou às autoridades brasileiras em Lisboa.
O caso reacende a lembrança de um crime que, mesmo após condenações, permanece com pontos em aberto. Oito pessoas foram sentenciadas pela morte da modelo, mas o corpo dela nunca foi localizado. Depoimentos colhidos ao longo das investigações apontam a suspeita de que Eliza tenha sido esquartejada e enterrada sob uma camada de concreto, hipótese que até hoje não pôde ser confirmada com a recuperação dos restos mortais.
Entre os condenados está o ex-goleiro Bruno, com quem Eliza teve um relacionamento. Em 2013, ele foi sentenciado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O filho do casal, à época do crime, ainda não tinha a paternidade reconhecida pelo ex-atleta.
Após cumprir parte da pena em regime fechado, Bruno progrediu para o semiaberto em 2018. Em janeiro de 2023, obteve liberdade condicional.
O Itamaraty ainda não detalhou quais serão os próximos passos em relação ao passaporte localizado em Lisboa.

