
A guerra entre Ucrânia e Rússia voltou ao centro das discussões na Conferência de Segurança de Munique, com ênfase na reunião realizada no chamado Formato de Berlim, convocada pelo chanceler alemão Friedrich Merz. Após o encontro, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski destacou que a situação do setor energético e a reconstrução do país estiveram entre os principais temas tratados.
“A Ucrânia irá preparar e enviar aos parceiros uma lista de necessidades para apoiar a nossa infraestrutura energética e as nossas capacidades militares. Também foi dada atenção às garantias de segurança para a Ucrânia e para toda a Europa”, escreveu Zelenski na rede social X.
O presidente ucraniano afirmou ainda que a segurança futura do país e do continente europeu depende de compromissos concretos. “Os ucranianos, juntamente com todos os outros europeus, devem sentir-se seguros quanto ao seu futuro e convictos de que a agressão russa nunca mais ocorrerá. Agradeço aos nossos parceiros que compreendem esta situação e que nos ajudam. Alinhamos as nossas posições, coordenamos os próximos passos e acordamos novos contatos no âmbito mais alargado”, declarou.
Também em publicação na rede social X, o presidente do Conselho Europeu reiterou o apoio do bloco à Ucrânia e defendeu iniciativas voltadas a uma paz duradoura.
“Saudamos todos os esforços para alcançar uma paz sustentável. O recente acordo para a troca de prisioneiros é um passo importante nessa direção. O objetivo da UE é continuar a fortalecer a Ucrânia à medida que avançamos rumo à paz. Continuaremos a prestar um apoio abrangente à Ucrânia – político, militar e financeiro – bem como apoio à adesão da Ucrânia à UE”, afirmou.
O conflito, que já dura mais de dois anos, tem provocado impactos profundos na infraestrutura energética ucraniana e ampliado a pressão sobre países europeus para reforçar mecanismos de segurança coletiva.
Em um dos painéis da conferência, o senador norte-americano Lindsey Graham defendeu maior envolvimento dos Estados Unidos no apoio militar à Ucrânia.
“Quero fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia. Quero que os EUA forneçam mísseis Tomahawk para atingir e danificar a infraestrutura da qual Putin depende para construir drones e todas as outras coisas. Quero mudar a equação militar”, afirmou.

