
A China pediu nesta terça-feira (6) que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, capturados por forças norte-americanas no fim de semana e levados ao território americano para responder a acusações criminais.
Durante a coletiva diária do Ministério das Relações Exteriores, a porta-voz Mao Ning afirmou que os EUA ignoraram o status de chefe de Estado de Maduro ao submetê-lo a um processo judicial em um tribunal doméstico. Para o governo chinês, a medida fere princípios básicos do direito internacional.
“Isso viola seriamente a soberania nacional da Venezuela e desestabiliza as relações internacionais. Nenhum país deve colocar suas regras internas acima do direito internacional”, declarou a representante.
Pequim também pediu que Washington garanta a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, além de interromper ações voltadas à derrubada do governo venezuelano. Segundo Mao Ning, conflitos dessa natureza devem ser resolvidos por meio de diálogo e negociação, e não por intervenções unilaterais.
A China ainda manifestou apoio ao papel do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e defendeu uma atuação alinhada ao mandato do órgão. “Estamos prontos para trabalhar com a comunidade internacional para defender firmemente a Carta da ONU, os princípios fundamentais da justiça internacional e a equidade internacional”, afirmou.
Maduro e Cilia Flores foram capturados no sábado (3) por forças armadas dos Estados Unidos e levados ao país, onde enfrentam acusações criminais. A ação provocou reações imediatas de aliados do governo venezuelano e ampliou a tensão diplomática envolvendo Washington.
Durante a mesma entrevista, Mao Ning também comentou declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a necessidade de assumir o controle da Groenlândia, sob o argumento de que a região estaria ocupada por navios chineses. A porta-voz rejeitou a narrativa e pediu que os EUA deixem de usar a chamada “ameaça da China” como justificativa para interesses próprios.
“A China insta os Estados Unidos a pararem de usar a chamada ‘ameaça da China’ como pretexto para buscar ganhos egoístas”, concluiu.

