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Internacional

China pede, e Brasil muda data de cúpula dos Brics

11 janeiro 2014 - 10h44
O Brasil terá pouco tempo para recuperar o fôlego depois da Copa do Mundo: logo em seguida, o País será sede de outro evento internacional de peso, a reunião de cúpula dos Brics.
 
Por influência da China, o encontro de líderes do grupo, previsto para março ou abril deste ano, será aberto em 15 de julho, dois dias após a final da Copa, conforme negociado entre os dois países. O evento será em Fortaleza.
 
Terminada a cúpula dos Brics, no dia 16, o líder chinês, Xi Jinping, ficará no Brasil para uma visita de Estado de dois dias.
 
Fã declarado de futebol, Xi indicou que gostaria de ir ao Brasil no período da Copa quando se encontrou com o vice-presidente, Michel Temer, que esteve em Pequim em novembro.
 
Na última cúpula dos Brics, que aconteceu em março de 2013, a presidente Dilma Rousseff havia convidado Xi a assistir à final no Brasil.
 
Na época do encontro de Xi com Temer, diplomatas brasileiros praticamente descartavam a hipótese de que a cúpula dos Brics coincidisse com o Mundial, pois isso exigiria esforço redobrado em segurança e logística.
 
Os chineses insistiram, alegando problemas de agenda: abril seria inviável para Xi, pois nesse mês ele participará do Fórum de Boao, conhecido como o "Davos Asiático", em referência à tradicional conferência da cidade suíça.
 
O Brasil preferia manter a cúpula e a visita de Xi longe da Copa, mas acabou aceitando os argumentos chineses. Pelas normas dos Brics, o anfitrião escolhe as datas.
 
As datas negociadas entre Brasil e China ainda têm de ser confirmadas pelos demais países do Brics - Rússia, Índia e África do Sul -, mas não precisam necessariamente da aprovação deles.
 
Apesar do interesse em futebol do líder chinês, não se sabe se Xi planeja assistir a um jogo da Copa. Diplomatas brasileiros em Pequim ainda não receberam nenhuma indicação nesse sentido.
 
A visita de Xi é cercada de enorme expectativa pelo governo brasileiro, que vê nela uma chance de estreitar os laços e alavancar o interesse chinês em futuras licitações de projetos de infraestrutura no país.
 
A visita também é simbólica. Marcará os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas. Em 2009, a China superou os EUA e se tornou o maior parceiro comercial do Brasil.
 
Desde que assumiu a presidência, em março, Xi adotou como slogan "o sonho chinês", que evoca nacionalismo e um desejo de afirmação do país como potência.
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