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03 de fevereiro de 2026 - 12h44
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TRAGÉDIA

Capotamento de ônibus com romeiros deixa 15 mortos em Alagoas

Acidente na AL-220, em São José da Tapera, matou homens, mulheres e crianças; governo monta força-tarefa e decreta luto de três dias

3 fevereiro 2026 - 11h40Agência Brasil
Ônibus com romeiros capota e deixa feridos em São José da Tapera
Ônibus com romeiros capota e deixa feridos em São José da Tapera - ( Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um ônibus que transportava cerca de 60 romeiros capotou na manhã desta terça-feira (3) e deixou 15 mortos em São José da Tapera, no sertão de Alagoas. O acidente aconteceu na rodovia AL-220, na região do povoado Caboclo, a mais de 200 quilômetros de Maceió, e mobilizou uma grande operação de resgate do Governo do Estado.

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Entre as vítimas fatais estão cinco homens, sete mulheres e três crianças. Os demais ocupantes do veículo sobreviveram, mas ficaram feridos e foram encaminhados para hospitais da região. Ainda não há, neste momento, detalhamento oficial sobre o estado de saúde dos sobreviventes ou o número exato de pessoas internadas.

Diante da gravidade da ocorrência, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial de três dias em todo o Estado e cancelou a agenda que cumpriria em Belém, para acompanhar os desdobramentos do caso.

Força-tarefa na rodovia

Pouco depois do acidente, o Governo do Estado confirmou a mobilização de uma força-tarefa para atuar no trecho da AL-220 onde o ônibus capotou. O ponto exato da ocorrência fica no povoado Caboclo, zona rural de São José da Tapera, região de difícil acesso e distante dos grandes centros urbanos.

A operação envolveu equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Alagoas. Aeronaves do Departamento Estadual de Aviação também foram deslocadas para o atendimento, o que permitiu o transporte mais rápido de feridos para unidades de saúde com maior estrutura.

O Samu participou tanto do atendimento pré-hospitalar nas margens da rodovia quanto do encaminhamento das vítimas para hospitais de referência no sertão e em outras cidades. Já o Corpo de Bombeiros atuou na retirada de vítimas presas às ferragens e na segurança da área, enquanto a Polícia Militar organizou o trânsito e isolou o local para o trabalho pericial.

A presença das aeronaves foi considerada fundamental para encurtar o tempo de deslocamento entre o local do acidente e os hospitais, já que São José da Tapera fica a mais de 200 quilômetros da capital e as estradas da região são, em boa parte, de pista simples.

Luto oficial e impacto humano da tragédia

O decreto de luto oficial por três dias reforça o alcance da tragédia para o Estado de Alagoas. Ao anunciar a medida, o governador Paulo Dantas também comunicou o cancelamento de sua agenda em Belém, indicando prioridade absoluta ao acompanhamento da situação dos feridos e das famílias das vítimas.

O capotamento interrompeu a viagem de dezenas de romeiros e deixou um saldo de dor entre parentes, amigos e comunidades ligadas às vítimas. As autoridades estaduais ainda não divulgaram detalhes sobre a identificação de todos os mortos, nem sobre o cronograma de liberação dos corpos, que depende da conclusão dos trabalhos de perícia e das formalidades legais.

Enquanto isso, o atendimento aos sobreviventes é apontado como foco imediato da estrutura de saúde da região. A expectativa é que, nas próximas horas, o governo divulgue mais informações sobre o quadro clínico dos feridos e sobre possíveis transferências para hospitais de maior porte, se necessário.

Investigação já foi aberta

Além da resposta emergencial, o Estado também colocou em andamento a etapa de investigação. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente e entender em que condições o ônibus trafegava no momento em que capotou.

Ainda no local, o Instituto de Criminalística de Arapiraca enviou duas equipes para realizar perícia detalhada. Esse trabalho envolve o mapeamento da área onde o veículo tombou, o registro de marcas na pista, a análise da posição de parada do ônibus e a coleta de elementos que ajudem a esclarecer o que pode ter levado ao capotamento.

Os laudos periciais serão anexados ao inquérito policial, que deve reunir ainda depoimentos de sobreviventes, de testemunhas e de profissionais que atuaram no resgate. A partir dessas informações, a Polícia Civil vai tentar determinar se houve falha mecânica, problema na via, erro humano ou qualquer outro fator que possa ter contribuído para a tragédia.

Até o momento, não há divulgação oficial sobre a origem exata do grupo de romeiros, o destino final da viagem ou o histórico do veículo envolvido. Esses pontos também devem fazer parte da apuração, mas só serão confirmados quando a investigação avançar.

Resposta integrada dos órgãos de segurança

A operação montada na AL-220 chamou atenção pela integração de diferentes órgãos estaduais. Em poucos instantes, Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Departamento Estadual de Aviação e perícia oficial atuavam de forma coordenada na rodovia.

O uso de aeronaves, em conjunto com o deslocamento de ambulâncias, permitiu que vítimas em estado mais grave fossem rapidamente removidas. Ao mesmo tempo, o isolamento do trecho da rodovia foi importante para evitar novos acidentes e garantir condições de trabalho às equipes de socorro e perícia.

Já a Polícia Militar se encarregou de organizar o fluxo de veículos na região, orientar motoristas e evitar aglomerações próximas ao local do capotamento, o que pode dificultar o trabalho de resgate em situações como essa.

Próximos passos

Nos próximos dias, o foco deve se dividir entre o atendimento aos feridos, o apoio às famílias das vítimas e o andamento da investigação. A Polícia Civil seguirá colhendo informações e analisando o material pericial produzido na AL-220, enquanto o Instituto de Criminalística prepara os laudos técnicos.

O governo estadual, por sua vez, permanece em luto oficial, numa tentativa de expressar solidariedade às famílias afetadas pelo acidente e reconhecer o impacto da tragédia sobre a população de São José da Tapera e de todo o sertão alagoano.

Enquanto a apuração não é concluída, a principal certeza é o saldo de vidas perdidas: 15 pessoas, entre elas três crianças, morreram em um trajeto que deveria ser apenas mais uma viagem de romeiros pelas estradas de Alagoas.

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