
A expansão da rede hoteleira e a abertura de novos espaços para eventos confirmam que Campo Grande vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e de eventos. Dados referentes a 2026, divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), mostram crescimento na oferta de hospedagem e na estrutura disponível para receber visitantes.
O mapeamento da rede hoteleira, realizado pela Semades, reúne informações estratégicas sobre os meios de hospedagem da Capital e serve de base para o planejamento de políticas públicas e ações voltadas ao setor. O levantamento aponta que, em 2025, foram identificados 71 hotéis em funcionamento. Em 2026, o número passou para 75 meios de hospedagem visitados, indicando ampliação da oferta no município.
Além do aumento de estabelecimentos, houve expansão expressiva na capacidade instalada. Ao todo, foram catalogados 10.508 leitos, o que representa acréscimo de 1.290 leitos em relação ao ano anterior e crescimento de 13,99 por cento. O reforço nessa estrutura é considerado fundamental para atender à demanda de turistas que chegam para eventos, negócios e também para lazer.
O cenário tende a ficar ainda mais robusto. A previsão de inauguração de dois grandes empreendimentos hoteleiros deve acrescentar cerca de 662 novos leitos à rede da cidade. A chegada desses projetos reforça a leitura de que o setor privado enxerga Campo Grande como um mercado em expansão e com potencial para atrair mais visitantes ao longo dos próximos anos.
O estudo da Semades também levantou a média dos valores praticados nas diárias de hospedagem. Segundo o mapeamento, as tarifas médias são de R$ 198,35 para acomodações single, R$ 257,66 para duplo, R$ 328,40 para triplo e R$ 389,20 para opções quádruplas. Esses dados ajudam a traçar o perfil de preços da cidade e a posicionar Campo Grande na disputa por turistas que comparam custos entre diferentes destinos.
Além da quantidade de leitos e dos valores, o levantamento avaliou outros aspectos relevantes para o setor, como serviços oferecidos, condições de acessibilidade, opções de gastronomia e, em especial, a disponibilidade de espaços para eventos dentro dos próprios meios de hospedagem. Nesse último item, o estudo registrou crescimento de 14,55 por cento em relação ao ano anterior.
A ampliação de salas, auditórios e áreas multifuncionais voltadas a encontros corporativos, congressos e feiras reforça o papel da Capital como destino estratégico para o turismo de eventos. A presença dessa infraestrutura dentro dos hotéis facilita a organização de atividades de grande porte, aumenta a permanência dos visitantes na cidade e impulsiona a movimentação econômica em segmentos como transporte, alimentação e comércio.
Ao comentar os resultados do mapeamento, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou o caráter prático das informações reunidas.
“O mapeamento permite decisões mais assertivas e alinhadas ao crescimento da Capital. Estamos trabalhando com dados concretos para fortalecer o turismo de eventos e negócios em Campo Grande. O crescimento da rede hoteleira demonstra a confiança do setor privado na cidade e nos dá base técnica para planejar novas ações, atrair investimentos e gerar mais oportunidades de emprego e renda”.
Com a consolidação da rede hoteleira e o incremento de espaços voltados a eventos, Campo Grande se afirma como polo regional de turismo corporativo e de negócios. A estratégia é avançar de maneira planejada e sustentável, acompanhando o ritmo de desenvolvimento econômico da cidade e ampliando a competitividade no cenário nacional, tanto na captação de eventos quanto na atração de novos investimentos para o setor.

