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TENDÊNCIA

Brechós Virtuais movimentam o comércio mesmo em meio a crise

É possível ficar na moda pagando menos. Fashionistas visionários investem no ramo sustentável e online.

25 fevereiro 2016 - 17h49Suelen Morales
Sócias-proprietárias do Brechó Cool Kids.
Sócias-proprietárias do Brechó Cool Kids. - Arquivo Pessoal.

A moda agora entre fashionistas é rever conceitos e pagar menos por mais qualidade. Os brechós, por exemplo, viraram uma opção para quem quer uma peça exclusiva e ao alcance do bolso. São uma alternativa para quem está com o orçamento apertado, mas não só isso. Garimpar roupas usadas nunca foi tão legal. Antes considerados redutos de peças antigas e fora de moda, hoje eles ganharam vida com itens clássicos e em bom estado de conservação. 

A empresária Michelly Rivas, proprietária da loja virtual 'Brecho_chique', enxergou duas oportunidades crescentes no empreendimento: a moda sustentável e o comércio na plataforma online.

"Eu já conhecia esse mercado pelo instagram e achava bem interessante essa ideia de reciclagem. Quando meu filho estava com quatro meses, não queria deixá-lo com babá e também não aguentava mais ficar em casa sem trabalhar, pois sempre trabalhei e tive o meu próprio dinheiro. Foi aí que surgiu a ideia. Eu tinha muita roupa que não usava mais e ao invés de dar pra outra pessoa vender, decidi montar meu próprio perfil de vendas no instagram.  Foi ótimo porque consegui unir as duas coisas, trabalhar em casa e ainda cuidar do meu filho, que hoje tem dois anos", conta. 

Os brechós infantis também ganharam espaço na internet, já que uma das primeiras descobertas dos novos papais é que os bebês crescem rápido demais. Muitas vezes, parte do enxoval nem chega a ser utilizada. 

"Existe uma onda tanto devido à sustentabilidade (ideia de reciclagem), e também por conta da crise econômica, que atingiu todos os segmentos (masculino, feminino, luxo, etc). Pensamos que o segmento infantil fazia todo o sentido, porque a criança perde roupas e acessórios muito rápido. Várias vezes recebemos peças incríveis com etiqueta ou peças que foram pouquíssimas vezes usadas", explica a sócia-proprietária do 'Brechó Cool Kids', Camila Duarte.

Outra visão

Sobre o que antes era visto com preconceito, Michelly diz que hoje virou uma tendência.  "Aqui no Brasil comprar em brechó não era uma coisa bem vista, ao contrário do cenário mundial. Na Europa e nos Estados Unidos esse mercado já era bem difundido. Mas o brechó de luxo foi ganhando o mercado e hoje se tornou um negócio bem rentável", garante. 

Camila explica que a comunicação ajudou a combater aquele pensamento preconceituoso de que o brechó vende roupas sujas e/ou mal cheirosas.

"Acredito que antes aquele pensamento preconceituoso quase não existe mais e isso aconteceu por um esforço de comunicação que os grandes brechós do país têm feito para mostrar que reciclar vale a pena tanto para quem vende para o brechó quanto para quem compra no brechó. Todo mundo ganha! Hoje em dia o consumo está mais consciente", explica Camila. 

Na loja virtual de Michelly, podemos encontrar peças e acessórios que variam de R$70 a oito mil reais. "No Brecho_chique você encontra de tudo, roupas, óculos, sapatos, bolsas etc. Procuro selecionar as peças com o maior cuidado para que o meu cliente adquira um produto de qualidade por um preço mais acessível. Tenho também fornecedoras de outros estados que enviam bolsas de grife para ser anunciadas", divulga. 

E na loja da Camila, que também é virtual, encontramos roupas, calçados, acessórios e brinquedos para crianças de 0 - 6 anos. Já os valores variam de R$15 a R$100. 

"Estamos sempre ligadas na moda infantil e nossa triagem é bastante rigorosa. Primeiramente, priorizamos analisar o estado de conservação da peça e em segundo procuramos comprar tudo o que existe de mais descolado no mercado. E se pensarmos no cenário infantil em que sabe-se que a criança usa as roupinhas por no máximo, duas ou três vezes, faz ainda mais sentido comprar no brechó onde é possível encontrar peças selecionadas, importadas e brasileiras por um preço muito inferior", afirma.

Diante do cenário da crise econômica nacional, as vendas no ramo da moda sustentável têm se mantido em alta. "Apesar da crise, para quem não abre mão de uma peça de qualidade, sem querer gastar muito, é uma ótima saída, principalmente, diante da alta do dólar. Atualmente está compensando mais comprar produtos importados no Brasil, onde podemos parcelar e ainda não correr o risco de ser taxado", finaliza Camila.

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