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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Brasil registra recorde de feminicídios em 2025, com média de quatro mortes por dia

Mesmo com dados incompletos de dezembro, número já supera total de 2024, aponta Ministério da Justiça

20 janeiro 2026 - 19h15Ítalo Lo Re
Brasil registra novo recorde de feminicídios, mesmo com dados de dezembro ainda incompletos.
Brasil registra novo recorde de feminicídios, mesmo com dados de dezembro ainda incompletos. - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, mesmo sem a consolidação completa dos dados de dezembro. Levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) aponta 1.470 casos ao longo do ano, o que representa, em média, quatro mulheres assassinadas por dia. O total já ultrapassa os 1.464 registros contabilizados em todo o ano de 2024.

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O balanço ainda não inclui os dados finais de dezembro de quatro estados: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo. Este último, historicamente, lidera as estatísticas nacionais de feminicídio. As informações foram divulgadas inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Além da quantidade de crimes, a violência empregada em muitos casos tem chamado a atenção das autoridades. Um dos episódios mais recentes ocorreu na capital paulista, onde Tainara Santos, de 31 anos, morreu na véspera do Natal após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na zona norte da cidade. Antes de morrer, a vítima teve as duas pernas amputadas.

As investigações apontam que o principal suspeito é Douglas Silva, com quem Tainara teria mantido um relacionamento anterior. Segundo a polícia, ao vê-la acompanhada de outro homem em um bar, ele teria avançado com o veículo contra a vítima. A defesa afirma que Douglas é réu confesso, mas nega que ele tenha envolvimento com o crime.

Os dados do Ministério da Justiça mostram que, desde 2015, quando o feminicídio passou a ser tipificado como crime no Brasil, foram registrados 13.448 assassinatos de mulheres por razão de gênero. São Paulo aparece como o estado com maior número de casos nesse período, somando 1.774 ocorrências. Em seguida vêm Minas Gerais, com 1.641 registros, e o Rio Grande do Sul, com 1.019.

No recorte mais recente, referente a 2024, São Paulo voltou a liderar o ranking, com 233 feminicídios. Minas Gerais registrou 139 casos, enquanto o Rio de Janeiro ficou em terceiro lugar, com 104 ocorrências.

Diante do cenário, o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o combate aos crimes contra mulheres será prioridade da gestão. Em entrevista ao Estadão, ele destacou a complexidade desse tipo de crime, que, em grande parte dos casos, ocorre dentro do ambiente doméstico.

“É um crime muito difícil de ser combatido, porque ocorre dentro de casa”, afirmou o secretário.

Entre as medidas anunciadas pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) com atendimento 24 horas. Atualmente, 18 unidades funcionam nesse regime no estado. A proposta é ampliar o número para 78, na tentativa de facilitar o acesso das vítimas à rede de proteção e denúncia.

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