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20 de fevereiro de 2026 - 17h13
CAMARA
OPERAÇÃO PANTANAL

Bombeiros reforçam preparo para temporada de incêndios em MS

Corpo de Bombeiros testa drones térmicos e reativa bases avançadas para 2026

20 fevereiro 2026 - 15h50Douglas Vieira
Bombeiros reforçam preparação para temporada de incêndios no Pantanal e demais biomas de MS.
Bombeiros reforçam preparação para temporada de incêndios no Pantanal e demais biomas de MS. - Foto: Bruno Rezende, Secom/MS

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) já iniciou a preparação para a Operação Pantanal 2026, que concentra ações de prevenção e combate a incêndios florestais no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. A estratégia inclui manutenção de equipamentos, testes de novas tecnologias, treinamento de equipes e reativação de bases avançadas.

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Nesta fase de pré-temporada, o foco é garantir que toda a estrutura esteja pronta antes do período mais crítico de estiagem. “A gente se prepara para atender as ocorrências nos períodos mais críticos. Nesse momento de pré-temporada, nós fazemos a preparação, com foco em treinamento e capacitação dos militares, readequação dos materiais, para mais uma operação. E tudo isso visando sempre estar pronto quando for necessário”, afirmou o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), major Eduardo Teixeira.

Manutenção e novas tecnologias - Entre as medidas adotadas está a vistoria e manutenção dos equipamentos já utilizados nas operações anteriores. Segundo o capitão Samuel Pedrozo, o Corpo de Bombeiros dispõe de uma reserva técnica significativa, que passa por revisão antes do início oficial da temporada.

“Contamos com uma grande quantidade de materiais na reserva técnica. Então a gente fez esse primeiro acionamento exatamente para dar a manutenção e deixar todos os equipamentos em pronto emprego. Ainda vamos fazer os testes operacionais em alguns equipamentos que a gente recebeu, como alguns drones com capacidade de rastreamento térmico. Vamos deixar tudo em condições para o início da temporada”, explicou.

Bombeiros testam drone com sensor térmico durante preparação da Operação Pantanal 2026 em Mato Grosso do Sul.

Os drones com sensores de calor devem ampliar a capacidade de identificação de focos, especialmente em áreas de difícil acesso.

Outro eixo da preparação envolve o fortalecimento das brigadas de incêndio em propriedades rurais. O Corpo de Bombeiros realiza treinamento e orientações técnicas para moradores e comunidades locais.

“As brigadas são uma estratégia de sucesso. Nós disponibilizamos conhecimento, equipamentos, técnicas e práticas, e assim os moradores podem se preparar melhor, aumentando a resiliência desses locais e fazendo com que, num eventual sinistro, os danos sejam menores”, destacou o major Teixeira.

Também estão previstas queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. A técnica é utilizada para reduzir o material combustível em períodos mais seguros, diminuindo o risco de incêndios de grandes proporções.

“Os biomas do nosso Estado queimam, Cerrado e Pantanal convivem com o fogo. Então o uso da queima prescrita permite um manejo do material combustível em períodos mais confortáveis, com menos impacto à flora e fauna”, afirmou o major.

Bases avançadas e resposta rápida - Uma das principais estratégias para agilizar o combate é a permanência de bases avançadas em regiões estratégicas do Pantanal. A medida permite resposta mais rápida aos focos de incêndio, reduzindo a área atingida.

Em 2025, segundo o CBMMS, o Estado registrou redução expressiva no número de focos de calor e na área queimada no Pantanal, resultado atribuído ao reforço das ações preventivas e à presença constante das equipes em campo.

O cenário climático para 2026 exige atenção redobrada. A influência do fenômeno El Niño em Mato Grosso do Sul pode intensificar o risco de incêndios florestais, ao alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas.

A previsão é de inverno mais quente e irregularidade nas chuvas, condições que favorecem a propagação do fogo. Em janeiro deste ano, já houve ocorrências em áreas próximas ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, na Serra de Bodoquena, no Nabileque e na região norte de Corumbá, próximo ao Rio Paraguai.

De acordo com o major Teixeira, a vegetação densa recuperada após os incêndios de 2024 e o período prolongado de estiagem contribuíram para os focos registrados no início do ano.

Diante do cenário, o Estado aposta em planejamento estratégico, uso de tecnologia, mobilização de aeronaves e atuação terrestre nas bases avançadas para enfrentar a próxima temporada com maior capacidade de resposta.

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