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Mercado

Benefício do IPI não reduz valor do seguro de carros

22 julho 2009 - 11h23
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  O valor do seguro do carro não vai diminuir apesar da queda nos preços dos automóveis novos e usados, provocada, principalmente, pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os veículos zero-quilômetro, em vigor desde janeiro.

De acordo com especialistas, apesar de o valor da indenização paga pelas seguradoras ter diminuído um pouco, por conta da desvalorização dos automóveis de um modo geral, os custos desse tipo de seguro não caem porque são fortemente baseados nos fatores de risco que envolvem a operação.

"O valor que um consumidor paga pelo seguro do seu automóvel baseia-se em quanto as seguradoras gastam com as indenizações provocadas pelos roubos, furtos, colisões totais ou parciais, além dos incêndios", explica Neival Rodrigues Freitas, diretor executivo da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

Freitas explica que, do total arrecadado pelas seguradoras, de 65% a 70% são gastos com indenizações. "O valor venal do veículo não é tão importante na composição do preço do seguro, pois as seguradoras possuem estimativas, baseadas no índice de roubos de alguns modelos de veículo e no perfil de seus clientes, em seus bancos de dados, que determinam o custo da apólice", afirma.

O corretor de seguros Fabrício Valente, da Valente Corretora de Seguros, de Santo André, para demonstrar que o valor venal do veículo não influencia no valor da apólice cita como exemplo a comparação de um Honda Civic novo, cujo valor de mercado está em torno de R$ 70 mil e um Golf 1997, avaliado em R$ 15 mil.

"Os dois carros, apesar da diferença no preço, vão pagar apólice de aproximadamente R$ 1.500, por causa do maior risco de roubo do Golf", comenta.

Segundo dados do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), os preços dos seguros de automóveis permaneceram estáveis durante o ano, mesmo com o aquecimento do mercado de veículos novos por conta da redução do IPI.

"Há algumas variações nos valores cobrados entre as seguradoras, mas que não trazem reflexo para o setor", comenta o presidente do Sincor, Leôncio de Arruda.

MAIOR PROCURA - A prorrogação do benefício do IPI, além de fazer com que as vendas de veículos aumentassem, também reaqueceu o mercado de seguros automotivos no País.

As estimativas dos especialistas é que houve crescimento de 8% a 10% nos negócios desse setor.

Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), a carteira de seguro de automóveis cresceu 8,9% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Até abril, o setor havia gerado receita de aproximadamente R$ 4 bilhões.

Para os especialistas, o resultado consolida a tendência de recuperação dessa modalidade, que não se aqueceu tanto no ano passado.

    

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