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LUTA POR DIREITOS

Assistentes de Educação Infantil de Campo Grande pressionam por direitos e melhorias salariais

Em grande mobilização, assistentes pedem reajuste salarial, reconhecimento de cargos e melhores condições de trabalho; vereador Salineiro manifesta apoio

5 fevereiro 2026 - 18h55Da Redação
Mobilização de assistentes de Educação Infantil em Campo Grande cobra direitos e melhorias, com apoio do vereador Salineiro e pressão sobre a Prefeitura.
Mobilização de assistentes de Educação Infantil em Campo Grande cobra direitos e melhorias, com apoio do vereador Salineiro e pressão sobre a Prefeitura. - (Foto: Divulgação)

Na última terça-feira (3), cerca de mil assistentes de Educação Infantil lotaram o plenário da Câmara Municipal de Campo Grande para reivindicar melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A mobilização foi organizada após assembleias sindicais e indicou que, caso não haja negociação, a categoria pode entrar em greve a partir de 9 de fevereiro de 2026.

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Os assistentes, que atuam em Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), afirmam que as condições de trabalho têm sido desafiadoras, com salas superlotadas e funções que vão além do seu cargo de "monitor de aluno". A categoria busca, entre outras coisas, o reajuste salarial, com aumento do valor pago de R$ 1.900 para R$ 2.500, e o correto enquadramento do cargo como "assistente de Educação Infantil", dado o caráter pedagógico de suas funções.

O vereador André Salineiro, que presenciou a manifestação, se posicionou ao lado da categoria, prometendo levar o caso à Prefeitura para esclarecimentos formais. "Os assistentes têm o direito de se manifestar e estamos aqui para apoiá-los nas suas reivindicações", afirmou Salineiro. Ele ressaltou que o assunto será discutido na Comissão de Educação da Câmara Municipal.

Entre as reivindicações, além do aumento salarial, está a cobrança pela realização de um concurso público, prometido pela Prefeitura desde 2023, e a reestruturação das funções para evitar desvio de atribuições, como o planejamento pedagógico, que exigiria formação específica.

Após o protesto, o clima de insatisfação aumentou ainda mais com a demissão de Natali Pereira de Oliveira, uma líder sindical, poucos dias após a manifestação. Ela acusa a gestão de retaliação por sua participação ativa nas mobilizações. O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais, com vídeos e postagens viralizando rapidamente, ampliando a pressão sobre a Prefeitura.

Enquanto a Prefeitura ainda não apresentou propostas concretas para resolver as questões, a mobilização da categoria, agora com a ameaça de greve, coloca em xeque o compromisso do Executivo com a valorização da educação infantil.

Com a recente sanção da Lei 15.326/2026 pelo presidente Lula, que garante direitos aos assistentes de Educação Infantil, a categoria em Campo Grande vê uma oportunidade de avançar nas negociações. No entanto, a resistência da Prefeitura em adotar o novo enquadramento e as promessas não cumpridas geram dúvidas sobre a efetividade das futuras ações.

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