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APP do SUS vai monitorar coronavírus com tecnologia de Google e Apple

A ferramenta para Android já está disponível a partir desta sexta no Brasil e a versão iOS será disponibilizada na loja de aplicativos da Apple nos próximos dias

31 julho 2020 - 15h32
A ferramenta usa a tecnologia Bluetooth
A ferramenta usa a tecnologia Bluetooth - (Foto: Nilton Fukuda/ Estadão)
HVM

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira, 31, que o aplicativo do SUS dedicado ao coronavírus terá uma nova ferramenta para monitorar o avanço da covid-19: o app vai alertar, pelo celular, caso você tenha tido contato com pessoas que testaram positivo para a doença. O recurso usa uma tecnologia do Google e da Apple, que anunciaram em abril um programa amplo de colaboração para que suas plataformas móveis, respectivamente, Android e iOS possam 'conversar' para rastrear a disseminação do vírus.

A ferramenta para Android já está disponível a partir desta sexta no Brasil e a versão iOS será disponibilizada na loja de aplicativos da Apple nos próximos dias. A tecnologia do Google e da Apple já está sendo usada em 15 países, entre eles Alemanha, Canadá e Uruguai - o Brasil é o segundo país da América Latina a recebê-la.

Basicamente a função permite que aplicativo Coronavírus-SUS envie alertas aos usuários que possivelmente tiveram contato com alguém infectado nas últimas horas - se você pegou um ônibus e sentou ao lado de uma pessoa infectada, por exemplo, receberá uma notificação informando sobre o contato e com orientações sobre os sintomas e sobre quando procurar um serviço de saúde. A notificação é feita em até 24 horas e considera pessoas que estiveram próximas do usuário nos últimos 14 dias, período de incubação do vírus.

Para um smartphone perceber a presença do outro - e assim saber se ouve contato com alguém infectado - a ferramenta usa a tecnologia Bluetooth que é voltada principalmente à comunicação sem fio em curtas distâncias, o que seria ainda mais preciso que projetos que utilizam torres de telefonia celular. A tecnologia não identifica a localização exata, mas consegue medir aproximadamente a faixa de distância entre um celular e outro. O app do Ministério da Saúde vai reconhecer especificamente contatos próximos a uma distância de 1,5 a 2 metros e por um tempo mínimo de cinco minutos.

Essa identificação só é feita entre smartphones que possuam o aplicativo instalado. Para receber os alertas, também é preciso ter o aplicativo do SUS no celular. Segundo o Ministério da Saúde, a ferramenta já está disponível para cerca de 10 milhões de dispositivos móveis que têm o aplicativo Coronavírus-SUS.

A plataforma depende da colaboração dos usuários: para a identificação dos casos, os próprias pessoas com diagnóstico de covid-19 devem registrar o resultado do teste no aplicativo, a partir de um código de números.

Privacidade

Ferramentas desse tipo levantam discussões sobre vigilância e privacidade de usuários. Segundo o Ministério da Saúde, o aplicativo conserva a privacidade tanto do paciente infectado como da pessoa que recebe a notificação da possível exposição com alguém infectado. A notificação avisa apenas que usuário teve contato com uma pessoa contaminada, mas não informa quando foi e nem onde.

Ainda sendo o órgão, o app não rastreia os movimentos da pessoa testada positiva e não tem acesso à identidade dos usuários - o Ministério também afirma que não tem acesso a nenhuma informação pessoal, como CPF, nome ou número de telefone, e que nenhum dado de geolocalização, incluindo dados de GPS, é coletado.

Além disso, a pasta informa que todos os dados são criptografados e salvos localmente no smartphone, metodologia utilizada pela Apple em seus processos de privacidade.

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