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SAÚDE

Apoio afetivo e bolsa de água quente ajudam a combater a dor de crescimento

As idades mais frequentes são entre 2 e 14 anos. A duração tende a ser em média de dois anos

3 julho 2016 - 17h46Da redação
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Há várias denominações para dores em membros, como dores nas pernas, dor noturna benigna, ou a mais conhecida: dor do crescimento. É uma condição muito comum em crianças e não traz deformidade ou problemas ortopédicos, e não é indicação de doença reumática futura.

A dor em membros não é considerada uma doença, pois não traz dano em estruturas e não tem processo inflamatório, apesar de causar dor intensa nas pernas, principalmente à noite ou no final da tarde. É importante, para que seja considerada uma condição benigna, que a criança acorde muito bem no dia seguinte, sem dor e sem mancar e não tenha febre ou inchaço nas juntas, e que ocorram períodos livres de dor.

As idades mais frequentes são entre 2 e 14 anos. A duração tende a ser em média de dois anos.

A causa da dor é desconhecida. Ocorre principalmente em crianças mais ativas ou nas que tenham dias mais agitados. Pode estar relacionada a pequenas deformidades ortopédicas, como pés planos (chatos), fadiga e distúrbios emocionais. Crianças mais elásticas, ou mais flexíveis, que conseguem, por exemplo, colocar as mãos no chão sem dobrar os joelhos ou outras manobras que caracterizam a criança como hipermóvel, tendem a ter mais dores nas pernas.

Como as dores se manifestam?

A dor geralmente é forte, nas duas pernas, com predomínio noturno, podendo acordar a criança à noite, que chora de dor. A dor dura de minutos a horas e é mais frequente nas pernas e nos joelhos. A criança pode se queixar, também, de dor no abdômen e na cabeça.

Não há alteração ao exame físico, como vermelhidão, inchaço ou febre. O exame físico deve ser normal, exceto, em alguns casos, pela presença de maior flexibilidade articular.

Exames de sangue ou de imagem, como radiografia, são normais e podem ser feitos quando a história ou exame físico não forem típicos, conforme a avaliação médica.

O tratamento, na crise, melhora com uso de compressas mornas, massagem manual suave e às vezes de medicações tipo acetaminofeno ou anti-inflamatório, como ibuprofeno. É melhor fazer a massagem nas pernas antes de a criança deitar, o que poderá ajudar para que ela não acorde com dor à noite.

É muito importante para o sucesso do tratamento que os pais prestem apoio psicológico e afetivo, com um bom suporte emocional. Para isto, devem estar convencidos que não se trata de uma doença, passando tranquilidade à criança.

Pode ser dito a ela que é uma dor passageira devido à movimentação durante o dia. Devem ser estimuladas atividades físicas, podendo ser evitado os esportes de impacto neste período.

Os pais frequentemente preocupam-se com a associação de dores nas pernas com leucemia ou tumores ósseos. A característica da apresentação nestes casos é diferente da dor do crescimento, e o pediatra ou o reumatologista pediátrico saberão fazer o diagnóstico correto.

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