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17 de fevereiro de 2026 - 17h13
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CARNAVAL 2026

Anac notifica Portela após uso de drone tripulado na Sapucaí

Agência diz que transporte de pessoas por drones é proibido e pede informações sobre equipamento usado no desfile

17 fevereiro 2026 - 15h40Bianca Gomes
Integrante da comissão de frente da Portela sobrevoou a Sapucaí em drone, o que levou à notificação da Anac.
Integrante da comissão de frente da Portela sobrevoou a Sapucaí em drone, o que levou à notificação da Anac. - Foto: Imagem Ilustrativa/ A Crítica

O desfile da Portela na Marquês de Sapucaí, na primeira noite do Grupo Especial, terminou com repercussão fora da avenida. A Agência Nacional de Aviação Civil notificou a escola de samba e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro depois que um integrante da comissão de frente sobrevoou o sambódromo a bordo de um drone de grandes proporções.

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A apresentação abriu o desfile da agremiação de Madureira e surpreendeu o público presente. O equipamento ergueu o componente no início da performance, criando um dos momentos mais comentados da noite. No entanto, a cena chamou a atenção da Anac, que aponta descumprimento das regras para operação de aeronaves não tripuladas.

Em nota, a agência informou que é proibido transportar pessoas, animais ou artigos perigosos utilizando drones. A norma RBAC-E nº 94 estabelece que, além da vedação ao transporte de pessoas, o operador deve manter distância mínima horizontal de 30 metros de terceiros não envolvidos na operação.

“O limite de 30 metros não precisa ser observado caso haja barreira mecânica suficientemente forte para isolar e proteger as pessoas não envolvidas na eventualidade de um acidente. Entretanto, não foi o que se viu na Marquês de Sapucaí”, afirmou a Anac.

Escola terá de prestar esclarecimentos - Diante da situação, a agência reguladora oficiou a Portela e a Liesa solicitando reforço nas orientações sobre a proibição do uso de drones tripulados. Também pediu informações detalhadas sobre o equipamento utilizado no desfile.

Segundo a Anac, a escola deverá informar o modelo do drone, número de série, comprovação de registro do equipamento junto ao órgão e os dados do piloto remoto responsável pela operação. A Portela tem prazo de dez dias para encaminhar as informações solicitadas.

O caso levanta questionamentos sobre segurança em eventos de grande porte, especialmente em locais com concentração de público como a Sapucaí. As regras estabelecidas pela agência têm como objetivo evitar riscos a pessoas em solo e aos próprios operadores.

Outra polêmica após o desfile - O uso do drone não foi o único episódio envolvendo a apresentação da escola em 2026. Um dia após o desfile, o carnavalesco André Rodrigues anunciou que deixou o cargo.

Em publicação nas redes sociais na segunda-feira, 16, ele informou que decidiu se desligar da Portela em razão de problemas enfrentados pelo carro alegórico que levava a Velha Guarda da escola. O conteúdo da manifestação não detalha as falhas técnicas, mas aponta que a decisão foi tomada após o ocorrido na avenida.

A saída do carnavalesco amplia a repercussão em torno do desfile da tradicional escola de Madureira, que agora também precisa responder à Anac sobre o episódio do drone.

O andamento do caso dependerá das informações que serão apresentadas pela agremiação e da análise da agência reguladora sobre o cumprimento das normas previstas para operações com aeronaves não tripuladas em eventos públicos.

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