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Pais e Filhos

Além de estimular a leitura, doação é ato de solidariedade

15 fevereiro 2014 - 17h28
Divulgação
Uma mobilização mundial, que incentiva o hábito da leitura e questiona o consumismo. Este é o objetivo do Dia Internacional de Doação de Livros, comemorado em 14 de fevereiro. A data foi sugerida por um americano de 6 anos, em 2011, quando estimulou familiares e amigos a trocarem livros entre si. A iniciativa inspirou sua mãe a organizar a comemoração internacionalmente, conseguindo, a cada ano, envolver mais pessoas e países.
 
A ideia da mobilização é doar um ou vários livros. As sugestões são:
 
1. Dar um livro a um amigo ou parente;
 
2. Deixar um livro em uma sala de espera (pode ser de posto de saúde, hospital público ou, até mesmo, em uma parada de ônibus);
 
3. Doar um ou muitos livros para entidades beneficentes, bibliotecas ou abrigos.
 
No Brasil, a ação está sendo coordenada e divulgada pelo blog Kids Indoors, de Gisele Barcellos. A autora é mãe de duas crianças que amam livros. Empenhada na importância de espalhar o hábito da leitura entre seus seguidores, Gisele acompanha as ações do dia 14 de fevereiro desde o ano passado.
 
Confira a entrevista abaixo: 
 
Como surgiu o convite para ser um dos blogs da América Latina incumbidos de espalhar a ideia?
 
Eu acompanho vários blogs de literatura espalhados pelo mundo e, no ano passado, troquei alguns e-mails com um blog chamado Playing by the book. A autora, Zoe, é mãe de duas meninas que adoram ler e acabamos trocando vários livros. Ela é amiga de Amy, mãe de Jack Broadmoore, o menino de 6 anos que teve a ideia de espalhar livros por aí. Quando Zoe contou a Amy que acompanhava um blog brasileiro criativo onde as crianças também eram loucas por livros, ela me escreveu me convidando a participar do Book Giving Day e a divulgar a data por aqui. Aceitei na hora! Amo a ideia de dividir e espalhar livros pela cidade, fazendo com que mais gente tenha acesso aos livros.
 
Você tem alguma dica de como realmente envolver a criança na doação? De fazer com que o gesto não seja "uma imposição" dos pais e sim espontâneo?
 
Eu acho que envolver as crianças é muito fácil. Elas adoram participar de tudo! Basta dizer que é uma grande brincadeira, porque é! Peça pra elas escolherem livros que já não lêem (ler as  imagens ou texto), escrevam num papel uma mensagem bonita, dizendo que o livro é um presente pra quem encontrá-lo, que ele não foi perdido. Se a criança não souber escrever, pode fazer um desenho também.
 
Depois é só escondê-lo. Pode ser em uma parada de ônibus, um brinquedo da pracinha, uma árvore ou mesa de shopping. Fale pra criança imaginar a alegria que outra criança vai ter ao encontrar aquele tesouro inesperadamente.  Acho que a criança é participativa por natureza. Basta convidá-la.
 
Qual a importância desta mobilização?
 
O Brasil carece ainda de leitores. Acho que os livros ainda são caros e uma grande parcela da população não tem como comprar livros. E muitos não têm nem interesse em ler. Deste jeito, largando livros pela cidade, estamos espalhando sementes: quem sabe um destes livros não encante tanto uma pessoa, que ela vire uma leitora voraz? Acho que ações deste tipo fazem com que as pessoas sejam mais solidárias também: dividindo com o próximo o livro querido que estava parado na sua estante. Espero que muitas crianças encontrem livros novos hoje!  
 
O que o livro representa para você?
 
O livro é um excelente companheiro, é a possibilidade de sonhar, viajar, ir além do horizonte, sem sair do lugar. Porque posso mergulhar, me emocionar, preencher meu coração e minha alma com palavras e as mais lindas imagens. Ler me faz perder a noção do tempo, me permite estar em dois lugares ao mesmo tempo, dentro e fora de mim. Ler me dá uma liberdade sem igual, onde posso ser inteiramente livre pra escolher onde, quando, como e com que personagem quero estar. Ler é infinito! E é isso que eu espero que as crianças encontrem hoje.
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