26 de novembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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ABO Nacional quer população cobrando a ampliação da saúde pública bucal

Norberto Francisco Lubiana, presidente da ABO Nacional
Norberto Francisco Lubiana, presidente da ABO Nacional - DIVULGAÇÃO
Fort Atacadista Natal

   A sociedade brasileira em todas as suas instâncias deve se mobilizar e cobrar dos dirigentes, seja nos municípios, estados e do Governo Federal, a ampliação das políticas públicas de saúde bucal. Só assim os avanços alcançados até aqui vão estar garantidos e podem ser aprofundados. A opinião é do presidente da ABO Nacional (Associação Brasileira de Odontologia), Norberto Francisco Lubiana, que estará em Campo Grande no mês de outubro, quando acontece o 2º Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, programado para o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo entre os dias 29 e 31 de outubro. 

   Na última segunda-feira Norberto concedeu entrevista por telefone ao programa Transnotícias, quando falou do trabalho desenvolvido pela ABO e de suas 300 regionais em todo o País, para universalizar o acesso à saúde bucal. 

   Norberto elogia o governo federal que lançou o programa Brasil Sorridente a partir de sugestões apresentadas pelas entidades que representam a odontologia brasileira. “Estive com o presidente Lula e mais recentemente, com o ministro da Saúde, José Temporão, mostrando a importância de continuar e ampliar os investimentos em saúde bucal”, destaca. 

   “Temos apoiado as políticas públicas de Saúde deste governo e que são de interesse da população. Cerca de 15,5 mil cirurgiões-dentistas são formados a cada ano. Em quatro anos, o governo contratou em torno de 15 mil profissionais, porém mais de 60 mil entraram no mercado de trabalho. É preciso absorver os que já estão no mercado, descentralizar a atuação deles no País e buscar um entendimento para se chegar a um ponto comum, que atenda tanto às necessidades de saúde pública quanto às de mercado, sem, porém, descuidar da qualidade do ensino e sem levar a mais dificuldades à profissão”. 

   Lubiana manifestou-se, contra o exame de proficiência para os cirurgiões-dentistas. Para ele, tal exame é paliativo e não vai impedir que cursos ruins joguem profissionais mal formados no mercado. “Fechar uma faculdade é difícil, mas é necessário corrigir o problema na raiz, pois 30% das faculdades formam profissionais de forma precária. Esta é uma responsabilidade social de uma entidade de classe como a ABO, de mostrar o que é melhor para a profissão e para a saúde bucal da população.” 

   Ele defendeu, também, normas para a pós-graduação odontológica, lembrando que a UniABO - que reúne 85 Escolas de Educação Continuada - é reconhecida internacionalmente como a maior rede de capacitação odontológica, atraindo representantes de vários países que vêm conhecer o “modelo ABO de educação”. “Trabalhamos para que a UniABO tenha os melhores cursos do País.” 

   A ABO é favorável a aprovação do projeto de lei que torna obrigatória a presença do cirurgião dentista nas Unidades de Terapia Intensiva dos hospitais. Segundo ele, respaldado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), 80% dos pacientes que dão entrada em UTIs morrem por infecções como a pneumonia, que têm como porta de entrada de microorganismos a cavidade bucal, e não pela causa primária da internação.

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