
O zagueiro Carlos Zambrano, do Alianza Lima, entrou com uma denúncia por extorsão contra a jovem argentina de 22 anos que o acusa de violência sexual em um hotel no Uruguai. Segundo a defesa, o jogador passou a receber mensagens com pedidos de dinheiro pouco depois do episódio que motivou a investigação criminal.
A informação foi divulgada pelo advogado de Zambrano, Gonzalo Hidalgo, em entrevista à emissora peruana RPP. De acordo com ele, a denúncia foi protocolada há cerca de uma semana na Procuradoria Criminal da província de Callao, no Peru, região próxima à capital Lima.
Segundo Hidalgo, as mensagens teriam sido enviadas por um motorista, apontado como intermediário entre o jogador e a jovem que o acusa. “Meu cliente recebeu mensagens de extorsão do motorista, que é a pessoa que se comunica com a mulher que ele levou ao hotel, sabendo que ela é a favorecida”, afirmou o advogado. Ainda conforme o defensor, as mensagens chegaram cerca de 20 a 25 minutos depois do registro da queixa.
A defesa sustenta que, além da mulher e do motorista, outras três pessoas estariam envolvidas no suposto esquema de extorsão. O advogado, no entanto, não deu detalhes sobre a identidade dos citados nem sobre o teor completo das mensagens recebidas pelo atleta.
Enquanto o caso segue em apuração, Zambrano permanece no elenco do Alianza Lima, mas está treinando separadamente do grupo principal. Diferentemente dele, Miguel Trauco e Sergio Peña, os outros dois jogadores citados na denúncia de violência sexual, foram desligados do clube no sábado.
Hidalgo ressaltou que sua atuação profissional se limita exclusivamente à denúncia de extorsão apresentada no Peru. “Ele já tem uma equipe de advogados na Argentina e no Uruguai cuidando do assunto. Não posso emitir um parecer jurídico sobre a questão porque não tenho conhecimento suficiente da situação legal, já que não estou cuidando do caso e não tenho autorização para fazê-lo”, explicou.
O episódio investigado ocorreu no dia 18 de janeiro, em um hotel de Montevidéu, onde o Alianza Lima estava concentrado para a pré-temporada. A denúncia, entretanto, foi formalizada três dias depois, em Buenos Aires, após a jovem procurar atendimento médico no Hospital Muñiz. O caso foi encaminhado à 14ª Vara Criminal e Correcional Nacional, que determinou a realização de perícia, além da adoção de medidas probatórias e de proteção à denunciante.
De acordo com o relato registrado, a jovem foi ao hotel a convite de Zambrano, de quem era conhecida, acompanhada de uma amiga. Após consumir bebidas alcoólicas, ela teria sido vítima de agressão sexual praticada pelos três jogadores. Ainda segundo a denúncia, a mulher retornou à Argentina logo após o ocorrido, buscou atendimento médico imediato e preservou as vestimentas usadas na noite, que teriam sido entregues para auxiliar na investigação.
O caso segue sob apuração das autoridades argentinas e uruguaias, enquanto a denúncia de extorsão apresentada por Zambrano tramita no Peru.
