
A possibilidade de Lucas Paquetá retornar ao Flamengo para a temporada 2026 esbarra, neste momento, em uma condição clara imposta pelo West Ham: a permanência do jogador ao menos até o meio da temporada europeia. O clube inglês admite negociar o brasileiro, mas considera essencial contar com ele até o encerramento da Premier League.
A exigência está diretamente ligada ao cenário delicado vivido pelo West Ham no Campeonato Inglês. A equipe ocupa a 18ª colocação, com 14 pontos, e trata o risco de rebaixamento como uma ameaça real. Internamente, a avaliação é de que Paquetá pode ter papel decisivo na tentativa de reação, segundo informou o jornal inglês The Telegraph.
O Flamengo já indicou disposição para investir cerca de 30 milhões de euros, valor estimado em R$ 188 milhões, para repatriar o meia de 28 anos. O clube carioca tem recursos disponíveis e acompanha de perto a situação contratual do atleta, que possui apenas mais um ano de vínculo com o West Ham.
Apesar disso, a negociação avançaria apenas com um acordo que mantenha Paquetá emprestado ao clube inglês até o fim da temporada europeia. A liberação definitiva ficaria condicionada ao término da Premier League, o que empurraria o retorno ao Brasil para o segundo semestre.
O desejo do jogador de voltar ao futebol brasileiro é conhecido. Paquetá recusou propostas de outros clubes da Inglaterra e da Europa, justamente por priorizar o retorno ao país, onde o calendário é diferente e o Campeonato Brasileiro começa no fim de janeiro.
O meia voltou aos treinos na quarta-feira, depois de ficar fora da vitória sobre o Queens Park Rangers, pela Copa da Inglaterra, em meio a rumores de que teria pedido para não atuar. Desde a investigação da Federação Inglesa de Futebol (FA) sobre suposta manipulação de apostas — da qual foi inocentado —, seu rendimento caiu e o impacto emocional do caso passou a pesar em suas decisões.
Contratado em agosto de 2022, Paquetá chegou a ser alvo do Manchester City, mas a negociação não avançou justamente por causa da investigação. Mesmo compreendendo a insatisfação do atleta, o West Ham entende que ele deve permanecer até o meio do ano como forma de ajudar o clube no momento mais crítico da temporada.
O técnico Nuno Espírito Santo defende a permanência do brasileiro e reconhece que o episódio das apostas afetou seu desempenho. Ainda assim, a diretoria avalia que a liberação só deve ocorrer após o encerramento da Premier League, reforçando o impasse com o Flamengo.

