
Após o empate por 1 a 1 com o Guarani, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o técnico Juan Pablo Vojvoda direcionou o discurso para a sequência da competição e, principalmente, para o clássico diante do Corinthians, marcado para quinta-feira, na Vila Belmiro. O gol sofrido no último lance, no Brinco de Ouro, deixou um gosto amargo, mas também evidenciou pontos que o treinador considera decisivos para a evolução do time.
Vojvoda avaliou que o Santos teve controle de boa parte da partida e criou oportunidades suficientes para sair com a vitória, mas voltou a esbarrar na falta de eficiência ofensiva. Para ele, o problema não está na construção das jogadas, e sim na incapacidade de transformar o volume em vantagem mais confortável no placar.
“Conseguimos ficar à frente. Tivemos chances para aumentar essa diferença. Isso que precisamos: efetividade para encontrar uma diferença maior”, afirmou o treinador, ao analisar os momentos em que o time poderia ter definido o confronto.
Mesmo com o pênalti desperdiçado pelo Guarani e com boa atuação do goleiro Gabriel Brazão, o comandante santista reconheceu que o desempenho coletivo ficou abaixo do que espera. Segundo ele, a equipe não conseguiu manter o controle emocional e tático necessário para administrar o resultado até o apito final.
“Não foi uma boa partida no geral. Não conseguimos ser efetivos, isso nos teria dado tranquilidade nesse tipo de partida. A sensação é amarga, não é boa”, disse Vojvoda, ao resumir o sentimento após o empate.
O treinador também contextualizou o momento do clube dentro do campeonato. De acordo com Vojvoda, o elenco ainda passa por ajustes naturais neste início de temporada, o que exige paciência e trabalho diário para encontrar as melhores soluções. Um dos focos, segundo ele, é aumentar a competitividade interna.
“Vamos encontrando no dia a dia o melhor de cada um. Sabemos que temos que trabalhar para isso, ter dois jogadores por posição, para que possamos ter concorrência interna”, explicou.
Dentro desse processo, Vojvoda demonstrou confiança na recuperação de atletas que ainda não atingiram o nível esperado. Para o técnico, a combinação entre treinamento contínuo e respaldo da comissão técnica será determinante para que esses jogadores retomem o rendimento.
“Os que estão abaixo vão conseguir recuperar o nível com trabalho e confiança do treinador”, afirmou, indicando que não pretende fazer mudanças bruscas no planejamento.
Com o clássico se aproximando, o técnico destacou que a prioridade inicial será a recuperação física do elenco. O curto intervalo entre as partidas limita o tempo de preparação em campo, o que torna a avaliação individual ainda mais importante nos próximos dias.
“Temos poucos dias de preparação. Todas essas coisas precisam de análise e planejamento mais profundo. Vamos avaliar bem cada um”, disse.
A situação de Gabriel Barbosa, o Gabigol, segue indefinida. Vojvoda adotou cautela ao falar sobre o atacante e evitou confirmar se ele estará à disposição para o duelo contra o Corinthians. Segundo o treinador, a decisão dependerá da resposta do jogador ao trabalho realizado junto ao departamento médico.
“Não sei se vamos contar com ele. Está fazendo o melhor com o departamento médico, levando de pouco. Vamos cuidar de cada jogador para que respondam a 100%”, concluiu.
O clássico na Vila Belmiro surge, portanto, como um teste importante não apenas pela rivalidade, mas também para medir a capacidade do Santos de corrigir falhas recentes e transformar desempenho em resultado.

