
A troca do gramado sintético do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, chegou ao quarto estágio do cronograma de obras. O processo teve início em dezembro e a previsão inicial é de que seja concluído até o fim de fevereiro, embora exista a possibilidade de o término ocorrer apenas em março.
Diferentemente de uma reforma estrutural, o trabalho consiste na instalação de um novo gramado, também sintético, substituindo o piso atual. O investimento na obra gira em torno de R$ 11 milhões, conforme apuração do Estadão.
De acordo com o cronograma definido pelos responsáveis, o projeto é dividido em seis etapas. Neste momento, a obra está na fase de regularização da camada de pedrisco e compactação do solo. Paralelamente, a drenagem da arena passa por reforços, com o objetivo de melhorar o escoamento da água e o desempenho do campo.
A próxima fase prevê a abertura dos rolos do chamado shock pad, uma manta amortecedora instalada sob a grama sintética para absorver impactos e reduzir o desgaste físico dos atletas. Na sequência, serão feitos a colocação dos tapetes do gramado, o lançamento e a distribuição da areia, além da demarcação oficial do campo, entre outros ajustes finais.
Todo o material necessário para a instalação já está no Brasil. Ao todo, cinco contêineres, somando cerca de 32 toneladas, chegaram ao país há aproximadamente duas semanas e serão utilizados no processo. O projeto é coordenado de forma conjunta pela WTorre, pelo Palmeiras e pela Soccer Grass, empresa responsável pelo fornecimento do novo gramado.
A substituição tem como objetivo oferecer uma superfície superior à atual, instalada em 2020. Apesar de o piso em uso ainda estar dentro do prazo de garantia de 10 anos, o entendimento é de que, como qualquer tipo de gramado, natural ou sintético, há desgaste com o tempo e necessidade de atualização.
Durante o período das obras, o Allianz Parque não pode receber partidas de futebol, mas segue com a agenda de shows mantida. Enquanto isso, o Palmeiras tem mandado seus jogos na Arena Barueri, estádio pertencente a uma das empresas da presidente do clube, Leila Pereira.

