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23 de fevereiro de 2026 - 17h32
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RUMO AO MUNDIAL

Taça original da Copa do Mundo chega a São Paulo sob forte esquema de segurança

Troféu que será disputado por 48 seleções em 2026 inicia tour pelo Brasil com evento no Museu do Futebol

23 fevereiro 2026 - 16h05Ricardo Magatti
Taça original da Copa do Mundo é exibida no Museu do Futebol, em São Paulo, durante tour oficial da Fifa.
Taça original da Copa do Mundo é exibida no Museu do Futebol, em São Paulo, durante tour oficial da Fifa. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

A taça original da Copa do Mundo desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira (23) e foi apresentada ao público em evento realizado no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Sob forte esquema de segurança, o troféu, que será disputado por 48 seleções no Mundial de 2026, passou pela capital paulista como primeira parada no Brasil.

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Objeto de desejo das seleções que disputarão a Copa no Canadá, Estados Unidos e México, a taça ficará em São Paulo apenas nesta segunda-feira. Depois, seguirá para o Rio de Janeiro, na terça-feira, e para Brasília, na quarta.

A turnê é organizada pela Coca-Cola, patrocinadora da Fifa desde 1978, responsável pelo tour desde a primeira edição. Ao todo, o troféu passará por 30 países-membros da entidade, com 75 paradas ao longo de mais de 150 dias. Antes de chegar ao Brasil, esteve em Guatemala, Honduras, Equador, Argentina e Uruguai.

A cerimônia reuniu jornalistas, convidados e executivos da Coca-Cola. O pentacampeão mundial Denílson foi o escolhido para apresentar o troféu. Apenas campeões do mundo e chefes de Estado podem tocá-lo.

Durante o evento, o ex-jogador comentou a chegada do técnico Carlo Ancelotti à seleção brasileira e demonstrou otimismo com a possibilidade de o Brasil voltar a conquistar o título após 24 anos.

“A chegada de Ancelotti trouxe o respeito que tínhamos perdido”, afirmou Denílson, campeão mundial em 2002. “A gente não via esse entusiasmo antes. Não era a favor de um estrangeiro na seleção, mas agora estou bem contente. Hoje enxergo a seleção muito mais equilibrada do que antes”.

Ele revelou ainda que questionou o treinador italiano sobre quem seria o “12º jogador” da equipe, mas não contou a resposta. “Não fui titular durante a Copa e sou lembrado até hoje porque sempre entrava saindo do banco de reservas. Na Copa, a vaidade tem que ser deixada de lado”, completou.

A chegada da taça contou com escolta da Polícia Civil, agentes do Grupo de Operações Especiais e equipe de segurança privada. O controle rígido visa garantir que o protocolo estabelecido pela Fifa seja cumprido.

Do lado de fora do museu, torcedores formaram fila para ver de perto o símbolo máximo do futebol mundial. Para acessar o espaço, foi necessário realizar cadastro prévio em plataforma digital. A entrada do público sofreu atraso em razão da presença do prefeito Ricardo Nunes no evento.

O périplo teve início em janeiro, em Riad, na Arábia Saudita. Após o Brasil, a taça seguirá para o México, onde permanecerá de 26 de fevereiro a 22 de março. Depois, entre 5 e 8 de junho, passará por mais 10 cidades em 26 dias, até a abertura da Copa do Mundo, marcada para 11 de junho.

Em cinco edições do tour, o troféu já visitou 182 dos 211 países-membros da Fifa. A atual turnê celebra o vigésimo aniversário da iniciativa.

A taça original deixa o Museu da Fifa, em Zurique, na Suíça, apenas em duas ocasiões: para a turnê oficial e durante a Copa do Mundo.

Diferentemente da antiga Jules Rimet, que ficava definitivamente com a seleção que conquistasse três títulos, o troféu atual permanece sob posse da Fifa. A equipe campeã recebe a taça provisoriamente e, depois, fica com uma réplica folheada a ouro, além da gravação do ano, do país-sede e do vencedor.

A atual campeã é a Argentina, que ergueu o troféu no Mundial do Catar, em 2022.

Produzida em ouro maciço, a taça pesa 6,175 quilos e mede 36,2 centímetros de altura. Tem 11,2 centímetros de diâmetro na base e 13,8 centímetros na parte mais larga. O design, criado em 1974, representa duas figuras humanas sustentando o globo terrestre.

Considerado um dos símbolos esportivos mais reconhecidos do planeta, o troféu tem valor incalculável e só pode ser tocado por um grupo restrito de pessoas, como campeões mundiais e chefes de Estado.

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