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09 de fevereiro de 2026 - 10h15
SUPER BOWL

Defesa dos Seahawks sufoca Patriots e garante título do Super Bowl LX

Time de Seattle domina Drake Maye, se vinga de 2015 e vence New England por 29 a 13, em noite de show da defesa e ataque terrestre eficiente

9 fevereiro 2026 - 08h30Redação
Jogadores do Seattle Seahawks comemoram a conquista Super Bowl LX
Jogadores do Seattle Seahawks comemoram a conquista Super Bowl LX - (Foto: Seattle Seahawks/X)

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A defesa do Seattle Seahawks confirmou a fama de uma das unidades mais temidas da NFL e foi além das expectativas no Super Bowl LX. Neste domingo (9), o time de Seattle engoliu o ataque do New England Patriots, anulou o quarterback Drake Maye e venceu por 29 a 13, garantindo o título e uma espécie de revanche pela derrota para o próprio New England no Super Bowl XLIX, em 2015.

Mais de uma década depois do duelo decidido a favor dos Patriots, o cenário era outro. Sem Tom Brady, New England não encontrou solução para a pressão constante e para a disciplina defensiva de Seattle. Do outro lado, o ataque dos Seahawks fez o suficiente, especialmente pelo chão, para transformar a superioridade defensiva em pontos e em um placar confortável.

O tom da partida foi dado logo nas primeiras campanhas. Os Seahawks chegaram cedo à redzone dos Patriots, mas sofreram com passes errados na proximidade da endzone. Em vez de forçar uma jogada de risco, optaram pela segurança: um field goal na linha de 14 jardas abriu o placar em 3 a 0 e já mostrava que cada oportunidade seria valorizada.

A partir daí, a defesa de Seattle se instalou no campo. Drake Maye, apontado como talento a ser lapidado, sentiu o peso do palco. A imaturidade apareceu em leituras precipitadas, decisões apressadas e dificuldades para lidar com a pressão. As campanhas de New England ficaram marcadas por punts sucessivos, devolvendo a bola ao adversário sem conseguir avançar as dez jardas necessárias para renovar as descidas.

Do outro lado, o jogo terrestre dos Seahawks começou a castigar a defesa dos Patriots.

Kenneth Walker III foi a válvula de escape e o símbolo da produção ofensiva de Seattle. Logo no início do segundo quarto, o running back encontrou espaço, explorou os bloqueios e anotou o primeiro touchdown da partida, ampliando para 6 a 0.

O lance consolidou o favoritismo que já era perceptível. Com a defesa dominando e o ataque encontrando caminhos pelo chão, os Seahawks controlavam o relógio e a posição de campo. Seattle seguiu avançando e, quando ensaiou encaixar uma boa jogada aérea, esbarrou em Christian Gonzalez. O defensor dos Patriots evitou um touchdown certo ao aparecer na hora exata, obrigando os Seahawks a se contentar com mais um field goal.

Mesmo assim, a cada campanha ficava nítida a diferença entre as duas equipes. Seattle somava pontos e confiança. New England acumulava frustrações.

A fotografia do jogo para o ataque dos Patriots foi de total bloqueio. Rotas bem marcadas, pressão chegando, jogo terrestre sem fluidez. A expressão “nada deu certo” não é exagero para descrever a noite de Maye e companhia.

No fim do terceiro período, a defesa dos Seahawks ainda teve um momento que funcionou quase como um “touchdown moral”. Drake Maye foi bloqueado em uma jogada que inflamou o estádio e a torcida de Seattle. A unidade defensiva comemorou como se fosse pontuação, reforçando o clima de que a partida estava sob controle.

Enquanto isso, a linha ofensiva de New England não conseguia proteger o quarterback de forma consistente, e o plano de jogo parecia preso. As chamadas não surtiram efeito diante da leitura rápida e da agressividade da defesa de Seattle.

Se defensivamente os Seahawks dominavam, ofensivamente o time seguiu com postura pragmática. Sem forçar passes desnecessários, o ataque esperou o momento certo para dar o passo que praticamente definiu o título.

No início do último quarto, Sam Darnold encontrou AJ Barner livre dentro da endzone dos Patriots. O passe preciso resultou no primeiro touchdown aéreo de Seattle na noite e ampliou a vantagem para 19 a 0.

O placar refletia o roteiro da partida: um time seguro, disciplinado e eficiente contra outro nervoso, travado e dependente de lampejos individuais.

A partir do 19 a 0, New England passou a lutar não só contra o adversário, mas contra a vergonha de sair sem pontuar de um Super Bowl. Até então, nenhuma equipe derrotada havia terminado um jogo do tipo zerada no marcador.

Drake Maye, apagado durante quase todo o confronto, finalmente encontrou um pequeno ritmo. Em apenas 57 segundos, conectou dois passes para Mack Hollins, que tiraram o zero do placar e diminuíram a vantagem de Seattle. A rápida sequência evitou um vexame histórico e deu um fiapo de esperança para a torcida dos Patriots.

Por alguns minutos, Maye aparentou ter se encontrado na partida. Jogando “de pouquinho em pouquinho”, como costuma se dizer, New England foi avançando no campo. Só que a noite parecia mesmo destinada à defesa dos Seahawks.

No momento em que o jogo pedia frieza, a inexperiência de Maye pesou de novo. Em uma situação decisiva, ele errou o passe e foi interceptado por Julian Love, que ainda conseguiu boas jardas no retorno. A jogada cortou o embalo dos Patriots e devolveu o controle da partida para Seattle.

Com o relógio se aproximando do fim, New England ainda sofreu mais um golpe. Faltando menos de cinco minutos para o término, um fumble encerrou de vez qualquer tentativa de reação.

A defesa dos Seahawks não se contentou em apenas evitar pontos: também apareceu na pontuação. Uchenna Nwosu anotou outro touchdown para Seattle, transformando o placar em uma diferença ainda mais pesada e levando muitos torcedores dos Patriots a deixarem o estádio antes do apito final.

Já com o jogo decidido, restou a New England tentar diminuir o prejuízo. Rhamondre Stevenson ainda conseguiu um touchdown tardio, que deu números finais de 29 a 13 ao placar. Foi um lance mais simbólico do que competitivo, um consolo em uma noite difícil para o ataque dos Patriots.

O resultado, porém, não deixa dúvidas sobre o que definiu o Super Bowl LX: a defesa dos Seahawks, apoiada por um jogo terrestre consistente, foi dominante do primeiro ao último minuto. Seattle se vingou da derrota de 2015, levantou o troféu e mostrou que, mesmo em uma liga cada vez mais voltada para o brilho dos ataques, ainda há espaço para um título construído a partir de uma defesa sufocante.

Nem mesmo o show de intervalo comandado pelo porto-riquenho Bad Bunny conseguiu tirar o foco do que aconteceu em campo. Se o espetáculo musical tinha tudo para ser o grande assunto da noite, os Seahawks trataram de mudar o enredo com uma atuação que entra para a memória recente da NFL.

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