
O São Paulo colocou uma cláusula anticalote como condição central para avançar no empréstimo do meio-campista Alisson ao Corinthians. Embora as negociações estejam em andamento, a diretoria tricolor decidiu endurecer os termos do acordo para garantir o cumprimento das obrigações financeiras.
De acordo com informações dos jornalistas Fábio Lázaro e Valentim Furlan, do portal UOL, o São Paulo exige que o contrato preveja a possibilidade de barrar a transferência mesmo após a assinatura, caso o pagamento inicial não seja realizado conforme o combinado. A medida tem como objetivo assegurar que o clube receba o valor à vista estipulado no acordo.
O empréstimo está avaliado em R$ 1,5 milhão. Desse total, R$ 1 milhão deve ser pago à vista pelo Corinthians, enquanto os R$ 500 mil restantes seriam quitados de forma parcelada. A cláusula anticalote permitiria ao São Paulo cancelar a operação se o pagamento imediato não for efetuado.
Internamente, a diretoria são-paulina considera a garantia contratual essencial para proteger o clube e evitar riscos financeiros. O Corinthians informou ao UOL que pretende cumprir o prazo de pagamento estabelecido, o que mantém a negociação em andamento.
Mesmo com o impasse, a expectativa é de que o empréstimo seja concluído ainda neste sábado (24). Alisson é um pedido direto do técnico Dorival Júnior, que trabalhou com o jogador no São Paulo e teve participação importante em sua fase de maior destaque no clube.
Contratado em 2022, Alisson tem vínculo com o São Paulo até o fim de 2027. Pelo Tricolor, soma 188 jogos, com 12.506 minutos em campo, oito gols marcados e 12 assistências.
