
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (28), pela manutenção da prisão do ex-jogador de futebol Robinho. O atacante, condenado por estupro coletivo na Itália, continuará preso na Penitenciária de Tremembé, onde está desde março de 2024. A decisão do STF foi tomada após a análise de um recurso da defesa, que pedia a suspensão do cumprimento da pena no Brasil, imposta pela Justiça italiana.

A pena foi originalmente definida pela Justiça italiana após Robinho ser condenado por participação em um estupro coletivo, ocorrido em 2013, na Itália. O ex-jogador e outros cinco amigos foram acusados de estuprar uma jovem albanesa em uma boate de Milão. Desde então, Robinho tentou reverter a sentença, mas foi condenado nas três instâncias da Justiça italiana, com a última decisão, em 2022, ratificando a condenação.
Com o ex-jogador já residindo no Brasil na época da condenação, a Itália solicitou a extradição de Robinho para que cumprisse a pena em território italiano. Porém, como o Brasil não extradita cidadãos brasileiros, a Justiça italiana fez um pedido para que a sentença de nove anos de prisão fosse cumprida no Brasil. O Supremo avaliou este pedido, e a maioria dos ministros se posicionou a favor da continuidade da prisão do ex-jogador no regime fechado.
O relator do caso, ministro Luis Fux, votou pela manutenção da prisão, seguido por outros ministros, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin, que também se posicionaram pela manutenção do regime fechado. O ministro Gilmar Mendes, que em outro momento havia divergido sobre o caso, desta vez votou pela soltura de Robinho, mas sua posição foi contrária à maioria.
Robinho foi condenado em 2022, mas, como a decisão da Justiça italiana foi tomada após ele já ter retornado ao Brasil, o Ministério da Justiça da Itália solicitou que a pena fosse cumprida em território brasileiro, o que agora foi validado pelo Supremo Tribunal Federal.
