Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
29 de janeiro de 2026 - 15h31
SENAR
CRISE NO MORUMBI

Polícia e MP investigam esquema de corrupção no clube social do São Paulo

Novo inquérito foca em áudio de ex-diretor que revela cobrança de "joias" de até R$ 150 mil e controle de faturamento

29 janeiro 2026 - 14h10Por Redação
Investigação mira áudio em que ex-diretor do São Paulo exige taxas por fora para liberar concessões no clube social.
Investigação mira áudio em que ex-diretor do São Paulo exige taxas por fora para liberar concessões no clube social. - (Foto: A Crítica)

O São Paulo Futebol Clube volta a ser o centro de uma investigação criminal conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. O novo inquérito, confirmado nesta quinta-feira (29), apura suspeitas de corrupção privada e crimes patrimoniais dentro do clube social. O alvo principal é o ex-diretor Antonio Donizete Gonçalves, o "Dedé", que teria sido flagrado em um áudio negociando concessões internas mediante pagamentos irregulares.

Canal WhatsApp

O diferencial da denúncia O ponto crucial que motivou a abertura do inquérito é uma gravação onde Dedé detalha a cobrança de uma "joia" — taxa de entrada para exploração de serviços no clube — com valores que oscilavam entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. No áudio, o ex-diretor menciona ainda a exigência de 20% do faturamento bruto do negócio e impõe que as máquinas de cartão de crédito deveriam ficar sob o controle do grupo investigado, o que configura, segundo os investigadores, prejuízo direto ao patrimônio do Tricolor.

Conexão com outras investigações A apuração não é um fato isolado. O caso será conduzido pela mesma força-tarefa que já investiga outras irregularidades no Morumbi, como o esquema de camarotes e suspeitas de desvios financeiros ligados ao ex-presidente Julio Casares. O diferencial deste novo capítulo é o foco na gestão do clube social e a forma explícita como as vantagens indevidas eram negociadas.

Mudanças na diretoria A saída de Dedé do cargo de diretor social ocorreu em comum acordo, logo após a renúncia de Julio Casares, que já estava afastado da presidência. O desligamento foi acompanhado também pela saída do CEO do clube, Márcio Carlomagno. Embora o dirigente tenha confirmado sua saída via comunicado, o Ministério Público sustenta que o conteúdo das gravações, somado às provas já colhidas, justifica o aprofundamento das investigações para responsabilizar os envolvidos.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop