
A Autoridade de Transporte Urbano para Lima e Callao (ATU) informou neste sábado, 29, que o ônibus em que morreu o torcedor do Palmeiras, na véspera da final da Libertadores com o Flamengo, não tinha autorização para realizar serviço de transporte turístico.
Segundo a ATU, o motorista também estava em situação irregular. Apesar de possuir habilitação, ele não possuía a certificação para trabalhar no transporte de turistas. O condutor recebeu uma multa e foi banido do serviço de transportes de turismo.
Ainda de acordo com a ATU, apesar de o ônibus em que o torcedor morreu não poder realizar atividades turísticas, ele pertencia a uma empresa habilitada a prestar o serviço. Ele é de propriedade da empresa Solbus Transporte Turístico E.I.R.L, tinha 15 anos de uso e foi recolhido de maneira definitiva.
"A ATU lamenta profundamente o ocorrido e envia suas condolências aos familiares e amigos da pessoa que faleceu durante o trajeto em ônibus de transporte turístico pela Costa Verde", escreveu o órgão.
Cauê Brunelli Dezotti, de 38 anos, morreu bateu a cabeça na Ponte Bajada, em Miraflores, um dos bairros mais turísticos da cidade, no momento em que o ônibus, que era aberto, passava por debaixo dela, conforme informado pelo chefe da Polícia Nacional do Peru, Enrique Felipe Monrroy.
Testemunhas relataram que torcedores estavam em pé no segundo andar do ônibus e não perceberam a aproximação da ponte. Um médico presente no local prestou os primeiros socorros, mas Cauê perdeu muito sangue e não resistiu.
Cauê era morador de Limeira, no interior de São Paulo, e trabalhava como médico urologista. O Palmeiras publicou uma nota lamentando a morte do torcedor e se solidarizando com familiares e amigos.
Palmeiras e Flamengo se enfrentam na final da LIbertadores neste sábado, em Lima, no Peru. A decisão da acontece às 18h15 (de Brasília), no Estádio Monumental.



