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20 de fevereiro de 2026 - 20h33
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CRISE NO TRICOLOR

Massis descarta renúncia no São Paulo após denúncia contra filha por ingressos

Conselho debate caso no MorumBis, clube abre sindicâncias e promete rever distribuição de cortesias

20 fevereiro 2026 - 19h15Leonardo Catto
Presidente do São Paulo participou de reunião do Conselho após denúncia envolvendo venda de ingressos de cortesia no MorumBis.
Presidente do São Paulo participou de reunião do Conselho após denúncia envolvendo venda de ingressos de cortesia no MorumBis. - (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

A possibilidade de renúncia do presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., foi discutida nesta sexta-feira em reunião do Conselho Consultivo, mas não avançou. O encontro ocorreu no escritório do advogado Ives Gandra e foi convocado após denúncia envolvendo a filha do dirigente, acusada de vender ingressos de cortesia para o show de Bruno Mars, realizado em outubro de 2024, no MorumBis. Ela nega irregularidades.

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O Conselho Consultivo, formado por ex-presidentes do clube e ex-presidentes do Conselho Deliberativo, analisou o caso e ouviu o próprio Massis, que participou da reunião. Uma ala defendia que ele deixasse o cargo, porém a proposta foi rejeitada. O clube informou que vai reformular a política de distribuição de ingressos, com redução da quantidade de cortesias.

A denúncia será apurada por duas sindicâncias, uma interna e outra externa. Caso sejam constatadas irregularidades, o processo poderá ser encaminhado à Comissão de Ética do São Paulo.

Durante a reunião, cerca de 15 torcedores protestaram em frente ao prédio onde ocorreu o encontro, com faixas e gritos de apoio ao presidente. Houve cobranças direcionadas ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres Jr., e aos ex-presidentes Carlos Miguel Aidar e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Segundo a denúncia, Chris Massis teria comercializado ingressos que eram de cortesia. Um áudio atribuído a ela foi apresentado ao Conselho. Na gravação, ela afirma que não vendeu entradas, admite ter recebido um valor, mas diz que repassou o montante a uma pessoa que ajuda.

Em nota, Massis declarou que não compactua com qualquer irregularidade e que determinou a abertura de investigação interna. Ele afirmou que soube do caso recentemente e que teria sido alvo de chantagem para que o episódio não viesse a público. No início da gestão, retirou a filha da diretoria adjunta das categorias de base do futebol feminino, alegando evitar conflito de interesses.

O áudio foi encaminhado de forma anônima ao presidente do Conselho Deliberativo. Pelo estatuto, caso Massis renuncie, Olten assume interinamente por 30 dias e deve convocar nova eleição para mandato até o fim do ano, quando ocorre o pleito regular para o próximo triênio.

Olten declarou que não pretende disputar a presidência, embora nos bastidores não descarte a possibilidade. Massis já afirmou que não será candidato, mas aliados avaliam lançar um nome. Entre os citados estão Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo, Vinicius Pinotti, ex-diretor do clube, e José Carlos Ferreira Alves, desembargador e ex-dirigente do São Paulo.

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