
A derrota do Grêmio para o Internacional por 4 a 2, na noite de domingo (25), pelo Campeonato Gaúcho, teve repercussão além do resultado em campo. Após o clássico, o técnico gremista Luís Castro usou a expressão “dia negro” ao comentar a atuação da equipe, o que gerou críticas pela conotação considerada racista da fala.
Durante a entrevista coletiva, o treinador português avaliava o momento do time após o revés no Gre-Nal. “Vamos trabalhar. Eu acho que só há uma forma de seguir em frente: é com trabalho. Não há outra forma. Não é lamentar, não é pôr a cabeça para baixo para os outros terem pena de nós. Foi um dia negro para nós. Foi um dia negro, mas acabou”, declarou.
A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e entre torcedores. Já na madrugada desta segunda-feira (26), Luís Castro se manifestou publicamente para se explicar e pediu desculpas pela expressão utilizada. Em publicação nas redes sociais, o técnico afirmou que não teve qualquer intenção de ofender ou fazer referência racial.
“Venho a público pedir desculpa em relação à expressão utilizada no final do clássico deste domingo em conferência de imprensa. Em momento algum tive a intenção de praticar qualquer ofensa racista. Referi-me unicamente ao contexto do jogo”, escreveu o treinador.
Na mesma mensagem, Castro reforçou sua posição contrária a qualquer forma de discriminação e reconheceu o impacto da declaração. Segundo ele, a escolha das palavras não foi adequada. “Reforço a minha posição de defesa da igualdade como valor social. Igualdade de oportunidades, raças e religiões. Reafirmo as minhas humildes desculpas e assumo o compromisso de não repetir a expressão”, completou.
Dentro de campo, o resultado complicou a situação do Grêmio no Campeonato Gaúcho, mas o clube agora tenta virar a página rapidamente. A equipe se prepara para a estreia no Campeonato Brasileiro, marcada para esta quarta-feira (28), às 19h30, no Maracanã, contra o Fluminense, que chega embalado por vitória no clássico carioca diante do Flamengo.
