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CRISE NO TRICOLOR

Julio Casares renuncia à presidência do São Paulo após derrota em processo de impeachment

Dirigente alega acusações sem provas e deixa o cargo no mesmo dia de operação da Polícia Civil

21 janeiro 2026 - 17h30Leonardo Catto
Julio Casares.
Julio Casares. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo Futebol Clube dias depois de sofrer uma derrota no processo de impeachment em andamento no Conselho Deliberativo. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira e ocorre antes da convocação de uma assembleia geral de sócios, que deveria ser realizada em até 30 dias para dar continuidade ao procedimento.

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Caso o processo avançasse e resultasse em nova derrota, Casares poderia sofrer punições mais severas, como a perda de direitos políticos no clube por até dez anos e a exclusão do Conselho Consultivo. A renúncia interrompe esse rito, mas não encerra as investigações em curso.

Em carta publicada em seu perfil no Instagram, o agora ex-presidente afirmou que as acusações surgiram a partir de “versões frágeis” e que vêm sendo tratadas como verdades mesmo sem a apresentação de provas consistentes. No texto, ele sustenta que não teve direito à ampla defesa e relata ter sido alvo de ameaças ao longo do processo.

A saída de Casares acontece no mesmo dia em que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão envolvendo Mara Casares e Douglas Schwartzmann, aliados do dirigente que estavam licenciados de suas funções no clube. Ambos são suspeitos de participação em um esquema de uso irregular de camarotes no estádio MorumBis.

Além desse caso específico, Julio Casares segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Os inquéritos apuram suspeitas de gestão temerária, possíveis desvios de recursos dos cofres do São Paulo e irregularidades relacionadas à utilização de camarotes no estádio.

Assim como ocorreu anteriormente com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, a renúncia de Casares não implica seu afastamento total do clube. Ele garante que continuará como membro do Conselho Consultivo e seguirá participando da vida política do São Paulo.

Na reunião do Conselho Deliberativo realizada na sexta-feira anterior à renúncia, Casares evitou qualquer contato com a imprensa. Ele chegou ao MorumBis ainda à tarde e acessou o local do encontro por um trajeto interno. Durante a sessão, permaneceu isolado, sentado apenas ao lado de seus advogados, sem interação com os demais conselheiros.

Ao discursar, o então presidente voltou a negar irregularidades e disse ser alvo de acusações sem fundamento. Quando a fase de debates foi encerrada e teve início a votação, Casares deixou o salão antes do resultado, novamente utilizando um caminho interno, sem passar pela área onde estavam os jornalistas.

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