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Conselho do São Paulo aprova impeachment de Julio Casares por ampla maioria

Afastamento teve 188 votos favoráveis; vice assume interinamente e decisão final caberá aos sócios

17 janeiro 2026 - 07h25Redação
Conselho do São Paulo aprovou o impeachment de Julio Casares em votação realizada nesta sexta-feira
Conselho do São Paulo aprovou o impeachment de Julio Casares em votação realizada nesta sexta-feira - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta sexta-feira, o impeachment do presidente Julio Casares. A decisão teve 188 votos favoráveis, número superior ao mínimo necessário para o afastamento. Ao todo, 223 conselheiros participaram da votação, sendo 168 de forma presencial e 55 por meio remoto.

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Com a aprovação, será convocada, em até 30 dias, uma assembleia geral de sócios que irá decidir se o afastamento será confirmado ou revertido. Até lá, a presidência do clube passa a ser exercida interinamente pelo vice-presidente Harry Massis Júnior.

Casares evitou contato com a imprensa durante todo o processo. Ele chegou ao clube ainda à tarde e acessou o local da reunião por uma área interna. No salão, permaneceu sentado apenas ao lado de seus advogados, sem interação com outros conselheiros.

Durante sua manifestação, o dirigente afirmou ser alvo de acusações sem provas, alegou não ter tido ampla defesa até o momento e disse ter recebido ameaças. Já os conselheiros favoráveis ao impeachment defenderam o caráter político do processo, sem julgamento pessoal, sustentando que a permanência de Casares se tornou insustentável do ponto de vista institucional.

A votação teve início efetivo por volta das 20h30 e ocorreu de forma híbrida. Mesmo os conselheiros presentes receberam um link para votar online, embora também houvesse cabines de votação no local. A expectativa era de apuração rápida após o encerramento da sessão, por volta das 22h30.

O quórum necessário para o afastamento era de 170 votos, correspondente a dois terços do total possível de 254. A regra chegou a ser questionada judicialmente pela defesa de Casares, que defendia a necessidade de 75% dos votos, equivalente a 191 conselheiros. Esse percentual, no entanto, refere-se apenas à validação da reunião, e não à votação do impeachment.

Do lado de fora do MorumBis, torcedores se mobilizaram em protesto. Faixas e caixões foram exibidos, e a chuva não impediu a permanência de manifestantes no entorno do estádio.

O processo ocorre em meio a uma série de escândalos envolvendo a gestão do São Paulo. O clube é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, fator que pesou no ambiente político da reunião e no desfecho da votação.

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