
A atualização do ranking mundial de tênis, divulgada nesta segunda-feira, trouxe um cenário de leve recuo para os principais representantes do Brasil nos circuitos masculino e feminino. João Fonseca e Beatriz Haddad Maia perderam posições nas listas da ATP e da WTA, reflexo de um começo de temporada marcado por problemas físicos e resultados abaixo do esperado.
Atual número um do país entre os homens, João Fonseca caiu da 29ª para a 30ª colocação do ranking da ATP. Aos 19 anos, o carioca enfrentou dificuldades nas primeiras semanas de 2026, especialmente por conta de dores nas costas, que o tiraram do ATP 500 de Adelaide e comprometeram sua pontuação no período.
Apesar da oscilação, Fonseca segue em um patamar histórico para o tênis brasileiro. Caso confirme presença no Australian Open, ele será cabeça de chave no primeiro Grand Slam da temporada, figurando inicialmente como o 28º do sorteio. A confirmação, no entanto, ainda depende da evolução de seu quadro físico, tratado com cautela pela equipe do atleta.
A permanência no top 30 também não está garantida. João Fonseca pode ser ultrapassado nos próximos dias por nomes como Valentin Vacherot, Stefanos Tsitsipas e Tomas Machac, a depender dos resultados dos torneios preparatórios que antecedem o Grand Slam australiano.
Bia Haddad também recua na WTA
No circuito feminino, Beatriz Haddad Maia também iniciou o ano em ritmo abaixo do esperado. A paulista caiu uma posição no ranking da WTA e agora ocupa o 59º lugar. A queda veio após a eliminação logo na estreia do torneio de Adelaide, resultado que pesou negativamente na pontuação da brasileira.
A tendência é que Bia ainda perca novas posições na próxima atualização do ranking, antes do início do Australian Open. Mesmo assim, a tenista contará com o ranking protegido para disputar o Grand Slam, utilizando a 30ª colocação no momento do chaveamento, o que garante posição mais favorável na definição da tabela.
O início de temporada irregular acende o sinal de alerta, mas tanto João Fonseca quanto Beatriz Haddad Maia ainda veem o Australian Open como uma oportunidade de retomada. O desempenho em Melbourne será determinante para medir a reação dos brasileiros neste começo de ano no circuito internacional.

