
Com o afastamento de Julio Casares aprovado pelo Conselho Deliberativo, Harry Massis Júnior passou a ocupar a presidência interina do São Paulo. A mudança ocorre enquanto o processo de impeachment ainda aguarda a etapa final, que será definida pelos sócios do clube.
Casares ainda não está definitivamente impedido. Após a votação realizada nesta sexta-feira, caberá ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, convocar, em até 30 dias, uma assembleia geral. Nessa reunião, todos os sócios terão direito a voto, e a decisão será tomada por maioria simples.
Internamente, o cenário é considerado desfavorável ao agora presidente afastado. Caso o impeachment seja confirmado, Harry Massis Júnior assumirá de forma definitiva até o fim de 2026, completando o mandato.
Massis Júnior ocupa o cargo de vice-presidente desde o primeiro mandato de Julio Casares, iniciado em 2021. Em 2023, foi reeleito ao lado do dirigente após a gestão articular, junto ao Conselho Deliberativo, o retorno da possibilidade de reeleição no clube.
Sócio do São Paulo desde 1964 e conselheiro vitalício, o dirigente tem 80 anos e acumula passagens por diferentes áreas da administração tricolor. Atuou como diretor-adjunto administrativo nas conquistas dos Mundiais de 1992 e 1993 e, entre 2001 e 2002, exerceu a função de diretor-adjunto de futebol, período em que o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 2001.
Empresário, Harry Massis Júnior é proprietário do Hotel Massis, localizado no bairro da Consolação, em São Paulo. Ele integra o grupo Vanguarda Tricolor, que deixou a coalizão da gestão de Julio Casares. O movimento inclui nomes como Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo e antigo aliado de Leco.
Antes mesmo da votação que afastou Casares, Massis Júnior já havia se posicionado publicamente a favor do impeachment. Em entrevista ao site Ge, afirmou que votaria pela aprovação do afastamento.
Apesar da mudança no comando, a gestão interina também enfrenta resistência interna. Assim como a permanência de Casares, a administração de Harry Massis Júnior é vista, nos bastidores, como politicamente fragilizada.

