
O Flamengo embarca nesta terça-feira, 17, para a Argentina com foco na decisão contra o Lanús, marcada para quinta-feira, 19, pela Recopa. No entanto, o confronto pode não acontecer na data prevista. Uma greve em discussão no país vizinho coloca em dúvida a realização do jogo.
A incerteza gira em torno de um movimento liderado pelo UTEDYC, sindicato que representa trabalhadores de entidades esportivas e atua em mais de 40 convenções coletivas. A categoria reivindica reajustes salariais e pode cruzar os braços justamente no dia da partida.
Caso a paralisação seja confirmada, a ausência de profissionais responsáveis por serviços operacionais básicos pode inviabilizar o evento. Entre as funções afetadas estariam equipes de segurança, manutenção e outros setores indispensáveis para a organização de um jogo internacional.
Entenda o que está em discussão - O impasse envolve negociações salariais conduzidas pelo UTEDYC. O sindicato representa trabalhadores que atuam diretamente na estrutura de clubes e entidades esportivas na Argentina. A adesão ao movimento pode impactar não apenas partidas locais, mas também competições continentais, como é o caso da Recopa.
Informações divulgadas pelo G1 apontam que a possível paralisação está sendo debatida no âmbito da CGT, a Confederação Geral do Trabalho. A entidade reúne sindicatos de diversos setores e avalia a convocação de uma greve nacional para a mesma data do confronto entre Lanús e Flamengo.
A decisão oficial pode ser anunciada a qualquer momento. Se houver adesão ampla, a logística necessária para receber público, delegações e imprensa ficaria comprometida.
Conmebol monitora o cenário - Até o momento, a Conmebol não confirmou alterações no calendário da Recopa. A entidade acompanha a situação e aguarda um posicionamento definitivo sobre a greve.
O Flamengo, por sua vez, manteve o planejamento original. A delegação embarca para a Argentina nesta terça-feira, seguindo a programação definida para a decisão continental.
A indefinição adiciona um componente extra à preparação do time carioca. Além da preocupação com o adversário dentro de campo, o clube agora depende de fatores externos para saber se a partida ocorrerá conforme o previsto.
O que pode acontecer - Se a greve for confirmada e atingir os trabalhadores responsáveis pela operação do estádio, a realização do jogo se tornaria inviável por questões estruturais e de segurança. Em competições internacionais, a presença desses profissionais é obrigatória para garantir o cumprimento dos protocolos exigidos pela Conmebol.
Por outro lado, caso não haja adesão significativa ou se houver acordo antes da data marcada, o confronto deve ocorrer normalmente.
Enquanto isso, torcedores e clubes aguardam uma definição. A decisão sobre a greve pode sair nas próximas horas e será determinante para o futuro imediato da Recopa.

