
Os clubes brasileiros lideraram o mercado internacional de transferências na janela de janeiro de 2026, tanto em número de contratações quanto em protagonismo no cenário global. De acordo com relatório divulgado pela Fifa, o futebol do Brasil foi o que mais recebeu jogadores no período e investiu US$ 180 milhões em taxas de transferência, o equivalente a cerca de R$ 948 milhões.
Segundo o levantamento, 456 atletas chegaram a clubes brasileiros ao longo da janela, o maior volume entre todas as associações filiadas à entidade. O número é significativamente superior ao da Espanha, segunda colocada no ranking, que registrou 244 contratações, pouco mais da metade do total brasileiro.
Apesar da liderança em chegadas, os clubes do Brasil ficaram atrás apenas de Inglaterra e Itália em valores investidos. As equipes inglesas desembolsaram US$ 363 milhões, cerca de R$ 1,9 bilhão, enquanto os clubes italianos gastaram US$ 283 milhões, aproximadamente R$ 1,5 bilhão, no mesmo período.
A Fifa ressalta que o relatório considera apenas as negociações concluídas até o fechamento da base de dados. Com isso, a transferência de Lucas Paquetá para o Flamengo, apontada como a maior contratação da história do futebol brasileiro, ainda não foi incluída nos números oficiais da entidade.
O documento também detalha a origem dos atletas que chegaram ao país. A maior parte das transferências para clubes brasileiros veio de equipes de Portugal. Em seguida aparecem Japão, Uruguai, Colômbia e Malta, que formaram os principais corredores internacionais de entrada de jogadores no Brasil durante a janela.
O comportamento do mercado brasileiro acompanhou a tendência global observada no relatório. Mais de 59% das transferências internacionais realizadas em janeiro envolveram jogadores que estavam sem contrato. As operações por empréstimo representaram cerca de 24% do total, enquanto apenas 17% das negociações foram feitas em caráter definitivo.
No cenário mundial, os clubes concordaram em pagar taxas de transferência em aproximadamente 17% de todas as operações realizadas no período. O valor médio dessas negociações ficou em torno de US$ 1,9 milhão, cerca de R$ 10 milhões. A proporção de pagamentos foi mais alta entre clubes ligados à Uefa, que também concentraram as maiores médias financeiras por transação.
A idade média dos atletas envolvidos em transferências internacionais na janela de janeiro foi de 24,9 anos. Entre as associações com maior volume de contratações, a Nigéria apresentou o perfil mais jovem, com média de 21,7 anos. Já a Indonésia registrou a média etária mais elevada, de 29,4 anos.
O relatório integra um panorama global que contabilizou 5.973 transferências internacionais em janeiro de 2026, número recorde e cerca de 3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A movimentação financeira total alcançou US$ 1,9 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 10 bilhões, confirmando a força do mercado internacional mesmo fora da principal janela europeia.

