
A Ferrari anunciou nesta sexta-feira (16) que Lewis Hamilton terá um novo engenheiro de corrida na temporada 2026 da Fórmula 1. O italiano Riccardo Adami, que acompanhava o piloto britânico de 41 anos, deixará a função à beira da pista e passará a integrar a academia de pilotos da escuderia, além de atuar no departamento de testes de carros anteriores.
A mudança ocorre após um ano abaixo das expectativas para Hamilton em sua primeira temporada pela Ferrari. Em 2025, o heptacampeão mundial encerrou o campeonato sem conquistar pódios em 24 Grandes Prêmios, um feito negativo inédito em sua carreira na Fórmula 1.
Além do desempenho discreto, o ano de 2025 também foi marcado por momentos de tensão entre Hamilton e Adami. Ao longo da temporada, a relação entre piloto e engenheiro ficou exposta em episódios de desentendimentos e discussões por rádio durante algumas corridas, situação que gerou desgaste interno e aumentou a pressão sobre a equipe.
Diante do cenário, a Ferrari optou por reorganizar sua estrutura técnica visando um recomeço mais sólido para 2026, ano que também marca a entrada de um novo regulamento técnico na categoria.
Com a mudança, Riccardo Adami assumirá o cargo de gerente da academia de pilotos da Ferrari, além de integrar o departamento de testes de carros anteriores, área considerada estratégica para o desenvolvimento de jovens talentos e para a preparação técnica da equipe.
Em comunicado oficial, a Ferrari destacou a importância do profissional dentro da nova função.
“Sua ampla experiência à beira da pista e seu conhecimento em Fórmula 1 contribuem para o desenvolvimento de futuros talentos e para o fortalecimento da cultura de desempenho em todo o programa”, informou a escuderia.
A equipe italiana não revelou, por enquanto, quem assumirá o posto de engenheiro de corrida de Lewis Hamilton. Segundo a Ferrari, o nome será divulgado “no momento oportuno”, indicando que a definição faz parte de um planejamento mais amplo para a próxima temporada.
A temporada 2026 da Fórmula 1 terá início no dia 8 de março, com a disputa do Grande Prêmio da Austrália, e é tratada internamente como um ponto de virada tanto para Hamilton quanto para a Ferrari.

