
O Cruzeiro é o campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026. Com 100% de aproveitamento, a equipe mineira derrotou o São Paulo por 2 a 1 na final disputada neste domingo (25), na Arena Mercado Livre Pacaembu, em São Paulo, e ficou com o troféu do principal torneio de base do país. William Almeida e Gustavinho marcaram para os cruzeirenses, enquanto Isac anotou o gol do time paulista.
O título é o segundo da história do Cruzeiro na Copinha. A primeira conquista havia sido em 2007, também diante do São Paulo, em uma final que reforça a rivalidade recente entre as equipes na principal vitrine do futebol de base brasileiro.
Mesmo desfalcado de Eduardo Pape, principal destaque do time ao longo do torneio, o Cruzeiro mostrou organização desde os primeiros minutos. O início da decisão foi marcado por equilíbrio, estudo mútuo e disputas intensas, reflexo das campanhas consistentes que levaram os dois clubes à final.
A estratégia cruzeirense passou pelos contra-ataques e pela exploração dos lados do campo. Aos 12 minutos do primeiro tempo, a postura foi recompensada. Após jogada pelo lado direito, William Almeida apareceu livre no segundo pau e cabeceou para abrir o placar.
Com maior presença de público no Pacaembu, o São Paulo tentou responder rapidamente. Tetê buscou jogadas individuais, mas encontrou dificuldades diante da marcação mineira. Sem espaços pelo meio, o time paulista passou a insistir nas bolas aéreas, mas o centroavante Paulinho, artilheiro da equipe no torneio, teve atuação discreta na etapa inicial.
A vantagem permitiu ao Cruzeiro controlar o ritmo do jogo. Bem postado defensivamente, o time criou outras chances em transições rápidas, principalmente pela esquerda, e esteve perto de ampliar o placar. O goleiro João Pedro evitou que o São Paulo fosse para o intervalo em situação ainda mais complicada.
A falta de efetividade custou caro. Aos 47 minutos, após grande defesa de Vitor Lamounier, o zagueiro Isac aproveitou a sobra dentro da área e deixou tudo igual, levando a decisão empatada para o intervalo.
No segundo tempo, o ritmo caiu. O São Paulo passou a rondar mais a área adversária, especialmente em lançamentos longos, e teve oportunidades em bolas aéreas. O Cruzeiro manteve a proposta de explorar os contra-ataques, mas os erros técnicos impediram jogadas mais claras.
Com o desgaste evidente, os técnicos recorreram ao banco. A mudança decisiva veio do lado cruzeirense. Gustavinho, que havia entrado no lugar de William Almeida, recebeu com espaço pela esquerda e arriscou de fora da área. A bola bateu na trave, nas costas do goleiro João Pedro e entrou, aos 28 minutos, em um dos lances mais bonitos da final.
Na sequência, o São Paulo chegou a ter um pênalti marcado após falta sobre Paulinho, mas o VAR corrigiu a decisão para falta fora da área. Na cobrança, Igor Felisberto parou em grande defesa de Lamounier. O time paulista tentou pressionar nos minutos finais, mas abusou dos cruzamentos sem efetividade.
Além das dificuldades ofensivas, o São Paulo ainda perdeu Felipe por lesão e terminou a partida com dez jogadores. Seguro defensivamente, o Cruzeiro administrou a vantagem e ainda criou chances para ampliar, confirmando o título com uma campanha sem derrotas.
A final reuniu 19 mil torcedores e gerou renda de R$ 471 mil. Mais do que o troféu, a conquista reafirma a força do trabalho de base do Cruzeiro e mantém o clube entre os protagonistas da formação de jovens talentos no futebol brasileiro.
