Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
09 de fevereiro de 2026 - 14h45
FUTEBOL PAULISTA

Corinthians joga bem, mas resultados em clássicos expõem desafio no início da temporada

Time de Dorival Júnior mostra competitividade e organização, porém falha em transformar desempenho em vitórias

9 fevereiro 2026 - 12h45Marina Borges
Corinthians teve maior volume de jogo no clássico, mas voltou a esbarrar na falta de eficiência ofensiva.
Corinthians teve maior volume de jogo no clássico, mas voltou a esbarrar na falta de eficiência ofensiva. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O começo da temporada 2026 do Corinthians tem sido marcado por uma contradição evidente: o time apresenta desempenho competitivo, organização coletiva e controle de jogo em boa parte das partidas, mas esbarra na falta de resultados nos confrontos mais exigentes do calendário. Em pouco mais de três semanas, o clube conquistou a Supercopa do Brasil diante do Flamengo, dominou adversários de menor expressão no Campeonato Paulista e, ao mesmo tempo, segue sem vencer em clássicos regionais.

Canal WhatsApp

A derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, no domingo (8), na Neo Química Arena, reforçou esse cenário. O resultado encerrou uma invencibilidade de quase quatro anos do Corinthians contra o rival em casa, mas não refletiu de forma direta o que foi o jogo. Ao longo da partida, o time alvinegro teve mais posse de bola, maior volume ofensivo e criou mais oportunidades, mas acabou punido em um dos poucos lances de perigo do adversário.

O tropeço manteve o Corinthians sem vitórias em clássicos em 2026, apesar de atuações que, em outros contextos, seriam suficientes para resultados mais positivos. A leitura do início da temporada aponta para uma equipe que compete em alto nível, mas ainda não consegue traduzir desempenho em números no placar diante dos principais rivais.

Contra o Santos, por exemplo, o Corinthians foi amplamente superior durante quase todo o confronto. Controlou o jogo, criou as melhores chances e esteve à frente no marcador até os minutos finais. Ainda assim, falhas pontuais custaram o empate e a perda de dois pontos em uma partida que parecia sob controle.

Diante do São Paulo, o roteiro foi semelhante. O time comandado por Dorival Júnior teve um primeiro tempo consistente, com boa circulação de bola e presença ofensiva. A superioridade, no entanto, não se converteu em gols, e o Corinthians precisou contar com um lance decisivo de Breno Bidon nos acréscimos para evitar o que seria apenas a segunda derrota da história para o rival em Itaquera.

No clássico contra o Palmeiras, a história se repetiu. O Corinthians foi mais presente no campo ofensivo, teve maior controle da partida e criou mais oportunidades. Ainda assim, saiu de campo derrotado por 1 a 0, em um resultado que evidenciou a dificuldade do time em ser eficiente nos momentos decisivos.

Resultados não acompanham o desempenho coletivo - Do ponto de vista tático, o Corinthians apresenta sinais positivos. A equipe ocupa bem o meio-campo, mantém posse de bola, troca passes com frequência e consegue envolver o adversário em diversos momentos. No entanto, a eficiência ofensiva tem sido o principal ponto de desequilíbrio neste início de temporada.

Nos jogos contra equipes de menor porte, o cenário foi mais favorável. Mesmo sem atuações brilhantes em todos os compromissos, o Corinthians conseguiu cumprir sua obrigação e somar pontos. A vitória por 3 a 0 sobre o Capivariano exemplificou esse contexto, com participação decisiva de jogadores formados na base. Já o triunfo fora de casa contra o Velo Clube mostrou a capacidade do time de se adaptar a diferentes tipos de confronto.

A bola parada segue como uma das principais armas do Corinthians. Jogadas ensaiadas e o jogo aéreo, especialmente com Gustavo Henrique, têm sido fundamentais na construção ofensiva. Esse recurso apareceu desde a estreia no Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta, e foi decisivo também na Supercopa do Brasil, quando o time abriu o placar diante do Flamengo após cobrança de escanteio.

No duelo contra o rubro-negro carioca, aliás, o Corinthians apresentou um dos seus melhores desempenhos do ano. Com organização defensiva, intensidade no meio-campo e bom aproveitamento das chances criadas, construiu a vitória que garantiu o título. Justamente esse último aspecto, a eficiência, é o que tem faltado nos clássicos estaduais.

Destaques individuais e aposta na base - Entre os destaques individuais, o volante André Luiz, de 19 anos, vem ganhando espaço pela intensidade, força física e participação ativa tanto na marcação quanto na saída de bola. Breno Bidon, atuando mais avançado no meio-campo, tem papel central na articulação ofensiva e no equilíbrio do setor, sendo uma das principais referências técnicas da equipe.

No ataque, Memphis Depay contribui com mobilidade e participação nas jogadas, enquanto Yuri Alberto oferece profundidade e presença nas transições ofensivas. O aproveitamento de jogadores da base também se consolida como uma marca do trabalho de Dorival Júnior, com jovens sendo acionados de forma recorrente ao longo das partidas.

O panorama geral deste início de temporada indica um Corinthians competitivo, organizado e capaz de enfrentar adversários de alto nível de igual para igual. No entanto, a dificuldade em transformar boas atuações em vitórias, especialmente nos clássicos, surge como o principal desafio para a sequência do ano.

Com o avanço do calendário e o aumento do grau de exigência, a capacidade de ser mais efetivo nos momentos decisivos tende a definir até onde o time alvinegro pode chegar em 2026.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop