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25 de janeiro de 2026 - 19h15
FUTEBOL FEMININO

Copa do Mundo Feminina 2027 ganha logomarca e projeta novo patamar para o Brasil

Evento no Rio marca início da contagem regressiva para o primeiro Mundial feminino da história na América do Sul

25 janeiro 2026 - 17h55Felippe Rocha
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud. - (Foto: CBF)

A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, teve sua logomarca oficial apresentada neste domingo, no Rio de Janeiro. O lançamento simboliza o início de uma nova etapa de preparação para o torneio, que pela primeira vez será realizado na América do Sul, e amplia as expectativas em torno do desenvolvimento do futebol feminino no país.

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Presente ao evento, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, afirmou que a competição pode representar um ponto decisivo para a modalidade no Brasil. Segundo o dirigente, a nova gestão da entidade aposta em uma política de maior investimento e valorização das atletas.

“Em primeiro lugar, o recado aos clubes é que acreditem no futebol feminino. Essa nova gestão vem com um pensamento diferente de investimento e valorização, pelo que elas vêm fazendo há anos”, declarou Xaud. Ele também ressaltou as dificuldades enfrentadas historicamente pelas jogadoras. “Elas começaram sem apoio, sem investimento. Agora chegamos a um momento ímpar, um divisor de águas com esse evento que vai acontecer aqui no Brasil”, completou.

Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em maio, substituindo Ednaldo Rodrigues. A Copa do Mundo Feminina está prevista para ocorrer entre junho e julho de 2027, com o Brasil como país-sede.

Responsável pelo comando técnico da seleção brasileira feminina, Arthur Elias avaliou que o planejamento segue dentro do esperado. Para ele, o período até o Mundial é suficiente para consolidar o trabalho com o elenco, que passa por um processo de renovação e integração entre atletas jovens e experientes.

“Um ano e meio no futebol é muita coisa. Temos jogadoras jovens, jogadoras que retornaram à seleção. O Brasil está na etapa em que tinha que estar. Se a Copa fosse hoje, jogaríamos hoje. Estou confiante. Temos tempo de preparação e vamos usar da melhor maneira”, afirmou o treinador.

O lançamento da logomarca também contou com a presença de Jill Ellis, diretora da Fifa e bicampeã mundial como técnica da seleção dos Estados Unidos. Ela destacou o desafio natural de jogar em casa, mas avaliou que o Brasil tem condições de chegar competitivo ao torneio.

“Eu conheço a pressão. O Brasil fez um bom trabalho ao unir jogadoras jovens com experientes. Deve ser um time duro e, com a torcida em casa, pode ter sucesso”, analisou.


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