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CRISE NO MORUMBI

Conselho Consultivo vê falta de provas e se posiciona contra impeachment de Julio Casares

Parecer afirma que acusações não apresentam materialidade contra o presidente do São Paulo

6 janeiro 2026 - 20h15Leonardo Catto
Julio Casares, presidente do São Paulo.
Julio Casares, presidente do São Paulo. - (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)

O presidente do São Paulo, Julio Casares, ganhou fôlego político nesta terça-feira após o Conselho Consultivo do clube emitir parecer contrário ao seu afastamento. O grupo, formado por ex-dirigentes e conselheiros históricos, se reuniu para analisar o pedido de impeachment protocolado por 57 conselheiros, no contexto da crise política e financeira que atinge o clube.

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O encontro ocorreu no escritório do jurista Ives Gandra Martins, integrante do conselho. Durante a reunião, Casares apresentou sua defesa diante das acusações que fundamentam o pedido de afastamento e reafirmou sua inocência.

Os conselheiros também analisaram trechos da investigação policial que veio à tona a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentações financeiras sem lastro de origem que podem chegar a R$ 11 milhões.

Após a avaliação, o Conselho Consultivo concluiu que não há provas materiais que liguem diretamente Julio Casares às irregularidades investigadas. No entendimento do grupo, embora o processo de impeachment possa ter base jurídica, sua condução e desfecho são essencialmente políticos.

“As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o presidente, que alegou inocência”, afirma o parecer. O documento acrescenta que, “do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”.

Processo segue no Conselho Deliberativo

Apesar do posicionamento favorável a Casares, o parecer do Conselho Consultivo não é vinculante e não encerra o processo. Com a conclusão dessa etapa, cabe agora ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres Abreu Júnior, convocar uma reunião extraordinária para que Julio Casares faça sua defesa formal diante dos conselheiros.

Na sequência, o pedido de impeachment será submetido à votação. Para que o afastamento seja aprovado, são necessários 171 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos 255 conselheiros. Caso esse quórum seja atingido, Casares sofre afastamento provisório da presidência.

Se o impeachment for confirmado, o dirigente também fica banido do quadro associativo do clube. Em caso de renúncia, no entanto, ele preserva sua condição de integrante do Conselho Consultivo, cenário semelhante ao vivido por Carlos Miguel Aidar, que deixou a presidência em 2015 sob acusações de desvio de recursos.

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