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POLÊMICA

CBF explica expulsão polêmica e confirma falha do VAR na final da Supercopa Rei

Entidade detalha cartão vermelho aplicado após o intervalo e apagão que deixou arbitragem sem VAR por 20 minutos

2 fevereiro 2026 - 07h30Redação
Árbitro expulsa Carrascal antes do início do segundo tempo após recomendação do VAR na final da Supercopa Rei
Árbitro expulsa Carrascal antes do início do segundo tempo após recomendação do VAR na final da Supercopa Rei - (Foto: Reprodução)

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se manifestou na noite deste domingo (1º) para esclarecer dois episódios que geraram questionamentos durante a final da Supercopa Rei, disputada entre Flamengo e Corinthians, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em nota oficial, a entidade explicou a expulsão de Carrascal logo após o intervalo e confirmou que o árbitro de vídeo ficou fora de operação por cerca de 20 minutos no segundo tempo devido a uma queda de energia elétrica.

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O lance mais contestado ocorreu no retorno das equipes ao gramado para a etapa final. Antes mesmo do reinício da partida, o árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou cartão vermelho para Carrascal, do Flamengo, sem que houvesse uma falta evidente naquele momento. A decisão causou surpresa entre jogadores e comissão técnica rubro-negra, já que a expulsão foi comunicada com base em uma análise do VAR.

Segundo a CBF, a checagem do lance teve início ainda no primeiro tempo, mas foi concluída apenas quando as equipes já estavam no intervalo. A entidade afirmou que a Fifa autoriza a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o encerramento de uma etapa.

De acordo com o comunicado, foi identificada uma agressão de Carrascal contra Breno Bidon em um lance fora da disputa de bola e com o jogo parado. Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentaram evidências suficientes para a tomada de decisão imediata, o que levou ao encerramento normal do primeiro tempo. No entanto, uma nova checagem permitiu a visualização clara da infração, resultando na recomendação de revisão e na posterior expulsão do jogador.

Outro ponto abordado pela CBF foi a falha no sistema do árbitro de vídeo. A entidade informou que houve uma queda de energia elétrica em diferentes áreas do estádio durante o intervalo, incluindo a cabine do VAR. O sistema de contingência conseguiu manter o funcionamento por cerca de 15 minutos, mas, como a energia não foi restabelecida rapidamente, a partida seguiu sem o auxílio do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.

Nesse período, o Corinthians chegou a marcar com Yuri Alberto, mas o gol foi anulado por impedimento. O time paulista já havia aberto o placar no primeiro tempo, com Gabriel Paulista, de cabeça. Nos acréscimos da etapa final, Yuri Alberto voltou a balançar as redes e confirmou a vitória corintiana por 2 a 0.

Na avaliação final, a CBF afirmou que a arbitragem seguiu todos os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e treinadores das duas equipes. A entidade reforçou ainda que as decisões tomadas em campo obedeceram às Regras do Jogo e que não houve prejuízo técnico ou esportivo para a partida.

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