
Uma cena inusitada marcou a participação brasileira no sprint por equipes do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026, nesta quarta-feira (18). Durante a prova, um cachorro atravessou a linha de chegada no momento em que Eduarda Ribera concluía sua volta, interferindo na cronometragem oficial.
O sistema eletrônico registrou a passagem do animal como se fosse a da atleta, atribuindo à equipe brasileira um tempo momentaneamente muito superior ao esperado. Por alguns instantes, o Brasil apareceu com o 12º melhor tempo da prova — posição que representaria um avanço expressivo no ranking.
A falha, porém, foi identificada após revisão das imagens e dos dados. O sensor havia confundido o cachorro com uma competidora. O tempo foi corrigido e Eduarda concluiu os 1,5 km em 3min55s66, terminando sua parte na 24ª colocação.
Resultado histórico apesar da eliminação - Com a soma das voltas, a dupla formada por Eduarda Ribera e Bruna Moura fechou a classificatória em 21º lugar, fora da zona de classificação para a final. Ao todo, 26 equipes disputaram a fase inicial, e apenas 15 avançaram após as duas voltas — uma para cada atleta.
Na segunda passagem, Bruna melhorou o desempenho individual e completou o percurso em 3min41s60.
Apesar da eliminação, o desempenho representou um marco positivo para o país: foi o melhor tempo já obtido pelo Brasil em uma prova por equipes no esqui cross-country em Jogos Olímpicos de Inverno.
Quem era o “intruso” - Segundo informações da transmissão do SporTV2, o cachorro atende pelo nome Nazgûl — referência aos personagens da saga O Senhor dos Anéis — e vive nas proximidades da pista, o que explicaria sua presença inesperada durante a competição.
O episódio rendeu surpresa e até bom humor nas transmissões, mas também evidenciou a necessidade de revisão imediata dos sistemas eletrônicos de cronometragem em eventos de alto nível.
