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CINEMA BRASILEIRO

Filme brasileiro conquista quatro indicações ao Oscar e diretor celebra apoio do público

O Agente Secreto coloca o Brasil em destaque na premiação de 2026 e reforça debate sobre cultura e políticas públicas

22 janeiro 2026 - 14h50Bia Cardoso
Diretor Kleber Mendonça Filho comemora as quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar de 2026.
Diretor Kleber Mendonça Filho comemora as quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar de 2026. - Victor Jucá/Divulgação/ Agencia Brasil

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou na manhã desta quarta-feira (22) os indicados ao Oscar de 2026, e o Brasil garantiu protagonismo com o filme O Agente Secreto. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho conquistou quatro indicações, consolidando a produção nacional entre os destaques da principal premiação do cinema mundial.

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Após o anúncio, o diretor usou as redes sociais para agradecer o apoio recebido e comentar o momento vivido pelo filme. Em vídeo publicado no Instagram, Mendonça Filho afirmou estar emocionado com a reação do público brasileiro. “Fiquei muito feliz com a energia que estamos sentindo do público brasileiro”, disse. Ele também revelou o nervosismo durante a divulgação dos indicados. “Foi muito bom, muito bom em termos, fiquei bem nervoso”, contou.

Durante a gravação, o cineasta fez questão de citar Wagner Moura, indicado ao Oscar pelo trabalho no longa. Segundo ele, o ator soube da nomeação enquanto estava em viagem. “Quero agradecer e mandar um grande abraço para o Wagner Moura, que estava no avião quando soube”, afirmou.

Ao comentar o significado das indicações, Kleber Mendonça Filho relembrou outros momentos importantes do cinema nacional, como Ainda Estou Aqui e Cidade de Deus, e destacou que O Agente Secreto é resultado de um processo coletivo e cultural mais amplo. “Mas eu quero lembrar uma coisa: O Agente Secreto é uma combinação de muitas outras coisas. Combinação de vir de uma cidade, que é o Recife, que tem um talento nato para a cultura, para literatura, para o teatro, para a música e, claro, para o cinema”, declarou.

O diretor também ressaltou o papel das políticas públicas no desenvolvimento do audiovisual brasileiro. Para ele, o filme é fruto direto de investimentos estruturados na cultura. “É fruto de muitas coisas. É fruto de políticas públicas, elas são uma maneira inteligente, estão na nossa Constituição, de investir na identidade do próprio País com políticas públicas para as artes”, disse.

Mendonça Filho ainda defendeu a valorização da produção nacional como elemento fundamental para a construção da identidade cultural brasileira. Segundo ele, ver o próprio país retratado nas telas tem impacto direto na forma como a sociedade se reconhece. “Eu acho que a população do nosso País passa a se ver. É muito interessante, muito importante quando você se vê”, afirmou.

O cineasta destacou que o contato com produções internacionais faz parte da formação cultural, mas reforçou a importância do cinema brasileiro nesse processo. “Fui construído vendo filmes do mundo inteiro e, claro, também de Hollywood. Mas você ver filmes brasileiros, ver a produção artística brasileira, é de extrema importância”, completou.

Ao final, Kleber Mendonça Filho avaliou que o Brasil tem um modelo eficiente de incentivo cultural. “O Brasil é um dos países que utiliza de maneira inteligente o investimento público em produtos culturais do Brasil”, declarou.

As indicações de O Agente Secreto ampliam a visibilidade do cinema nacional no exterior e reacendem o debate sobre o papel da cultura como política estratégica para o país.

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