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29 de janeiro de 2026 - 19h46
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LUTO

Morre Silvio Da-Rin, cineasta e ex-secretário do Audiovisual, aos 77 anos

Diretor participou de mais de 150 filmes e deixou legado marcante no documentário político brasileiro

29 janeiro 2026 - 18h30Daniel Vila Nova
Silvio Da-Rin teve atuação marcante no cinema e nas políticas públicas do audiovisual brasileiro.
Silvio Da-Rin teve atuação marcante no cinema e nas políticas públicas do audiovisual brasileiro. - (Foto: Reprodução/FGV)

O cineasta Silvio Da-Rin morreu nesta quinta-feira, 29, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada ao jornal O Globo pela cineasta Maya Da-Rin, filha do diretor. Ele estava internado há alguns meses, mas a causa da morte não foi divulgada pela família.

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Natural do Rio de Janeiro, Silvio Da-Rin construiu uma trajetória sólida e diversificada no cinema brasileiro, com participação em mais de 150 produções ao longo de sua carreira. Atuou como técnico de som, diretor e documentarista, deixando contribuições relevantes tanto no campo artístico quanto na formulação de políticas públicas para o audiovisual.

Da-Rin iniciou sua carreira na década de 1970, trabalhando com áudio. A estreia na direção ocorreu em 1980, com o curta-metragem Fênix, que abordava a resistência ao regime militar no Brasil. Quatro anos depois, lançou O Príncipe do Fogo, documentário premiado no Festival de Gramado, que retrata a trajetória de Febronio Índio do Brasil, acusado de cometer uma série de assassinatos na década de 1920.

Em 1985, dirigiu Igreja da Libertação, documentário que analisa a atuação da teologia da libertação no país, tema sensível no contexto político e social da época.

Durante os anos 1990, Silvio Da-Rin consolidou-se como um dos principais técnicos de som do cinema nacional, participando de produções relevantes como Pequeno Dicionário Amoroso, de Sandra Werneck; Amores, de Domingos Oliveira; Mauá – O Imperador e o Rei, de Sérgio Rezende; e Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão, de Zelito Viana.

Em 2007, lançou Hércules 56, considerado sua obra mais emblemática e seu primeiro longa-metragem como diretor. O documentário revisita o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, ocorrido em 1969, reunindo depoimentos dos militantes que participaram da ação e dos presos políticos libertados em troca do diplomata.

Além da carreira cinematográfica, Silvio Da-Rin teve papel importante na organização do setor audiovisual brasileiro. Foi presidente da Federação de Cineclubes e atuou como secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura entre 2007 e 2010, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, período em que trabalhou ao lado do então ministro da Cultura Gilberto Gil.

O velório de Silvio Da-Rin será realizado nesta sexta-feira, 30, às 16h, no cemitério São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro.

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